ANTAQ pretende publicar norma sobre TUP até o final de outubro

A ANTAQ pretende, até o final de outubro, publicar a norma para outorga de autorização para a construção, a exploração e a ampliação de terminal portuário de uso privativo (TUP). A informação foi dada pela diretoria da Agência, que participou, no dia 17, da plenária da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), no Rio de Janeiro.

Portos e terminais movimentaram 768 milhões de toneladas de carga em 2008

Os portos organizados e os terminais de uso privativo (TUP) do país movimentaram 768 milhões de toneladas de cargas no ano passado. Os números são do Anuário Estatístico Portuário, elaborado pela ANTAQ com base nas informações enviadas pelos portos e terminais.

 
 
 
 
ANTAQ pretende publicar norma sobre TUP até o final de outubro
 

A ANTAQ pretende, até o final de outubro, publicar a norma para outorga de autorização para a construção, a exploração e a ampliação de terminal portuário de uso privativo (TUP). A informação foi dada pela diretoria da Agência, que participou, no dia 17, da plenária da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), no Rio de Janeiro.

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Fernando Fialho (ao microfone): "Estamos na fase de análise das contribuições"

O diretor-geral, Fernando Fialho, e os diretores Murillo Barbosa e Tiago Lima lembraram aos representantes da ABTP que a proposta ficou em audiência pública até 4 de setembro. “Estamos na fase de análise das contribuições. A diretoria vai trabalhar de forma célere nesse processo, pois entendemos que os terminais portuários são ferramentas importantes para a logística do país”, ressaltou Fialho.

O diretor Murillo Barbosa lembrou, ainda, que, daqui a alguns dias, serão publicadas duas importantes normas relacionadas à criação da Estação de Transbordo de Cargas (ETC) e da Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4). Os textos já passaram por audiência pública e foram encaminhados para a área jurídica da ANTAQ. “São dois instrumentos fundamentais para o desenvolvimento do Brasil”, apontou o diretor-presidente da ABTP, Wilen Manteli.

A ETC é a instalação situada fora da área do porto organizado, utilizada, exclusivamente, para operação de transbordo de cargas destinadas ou provenientes da navegação interior. Já a IP4 destina-se às operações portuárias de movimentação de passageiros, de mercadorias ou ambas, também no transporte hidroviário. “A outorga para construção, exploração e ampliação da ETC e da IP4 será por meio de autorização, que é mais simples”, afirmou Barbosa.

Para o diretor Tiago Lima, esses diálogos com instituições voltadas ao setor aquaviário, como a ABTP, são fundamentais para o desenvolvimento da logística do país. “A diretoria está inteiramente à disposição da associação. Queremos debater, ouvir, discutir o transporte aquaviário. Somente com a troca de informações é que a ANTAQ poderá trabalhar para o incremento dos portos e da navegação e nós, diretores, poderemos deixar um legado na diretoria da Agência.”

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Portos e terminais movimentaram 768 milhões de toneladas de carga em 2008
 
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Os portos organizados e os terminais de uso privativo (TUP) do país movimentaram 768 milhões de toneladas de cargas no ano passado. Os números são do Anuário Estatístico Portuário, elaborado pela ANTAQ com base nas informações enviadas pelos portos e terminais.

Com os efeitos da crise sobre o setor, no último trimestre do ano, a movimentação do período se manteve praticamente estável: caiu 0,4% em relação a 2007, levando-se em conta o mesmo número de terminais utilizados no levantamento do exercício anterior, quando foram movimentados 754,7 milhões de toneladas, e cresceu 1,8% com a inclusão de 15 pequenos terminais privativos na amostra de 2008.

Com a crise, a movimentação no último trimestre do ano se manteve praticamente estável
 

O acréscimo desses novos terminais registrou um volume de carga de 16,5 milhões de toneladas no ano passado, o que equivale a 2,1% em relação ao total geral movimentado.

Por tipo de carga, em 2008, foram movimentados 457,2 milhões de toneladas em granel sólido, 195,6 milhões de toneladas de granel líquido e 115,4 milhões de toneladas de carga geral.

No ranking por volume, os campeões da movimentação foram o Porto de Itaqui (MA), com 105 milhões de toneladas (13,7% do total nacional) das quais 98,5 milhões de toneladas em granéis sólidos, o Porto de Tubarão (ES), com 99,8 milhões de toneladas, e o Porto de Itaguaí (RJ), com 84,8 milhões de toneladas.

Já na movimentação de carga geral (itens com maior valor agregado), os campeões foram Santos (SP), com 33,5 milhões de toneladas (29% do total nacional), Paranaguá (PR), com 9,8 milhões de toneladas, Barra do Riacho (ES), com 7,6 milhões de toneladas, e Praia Mole (ES), com 7,1 milhões de toneladas.

O ranking dos portos e terminais brasileiros por volume movimentado (em toneladas), em 2008, ficou assim: 1- Itaqui-MA (105.186.939); 2- Tubarão-ES (99.873.293); 3- Itaguaí-RJ (84.888.332); 4- Santos-SP (83.316.187); 5- São Sebastião-SP (48.379.126); 6- Paranaguá-PR (34.018.216); 7- Aratu-BA (31.601.037); 8- Angra dos Reis-RJ (30.424.732); 9- Rio Grande-RS (24.552.216); 10- Belém-PA (21.454.312).

E por carga geral: 1- Santos-SP (33.517.821); 2- Paranaguá-PR (9.799.513); 3- Barra do Riacho-ES (7.602.932); 4- Praia Mole-ES (7.172.633); 5- Rio Grande-RS (6.795.279); 6- Itajaí-SC (6.772.292); 7- Rio de Janeiro-RJ (6.442.806); 8- Vitória-ES (5.077.769); 9- Itaguaí-RJ (4.155.666); 10- Manaus-AM (4.045.856).

Contêineres

Apesar da crise, a movimentação de contêineres cresceu em 2008. Foram movimentados sete milhões de TEUs, aproximadamente 6,7% a mais do que em 2007. Desse total, o porto de Santos concentrou 38,2%, seguido dos portos de Rio Grande (8,6%) e Paranaguá (8,5%).

O Anuário Estatístico Portuário de 2008 está disponível para consulta no site da ANTAQ (www.antaq.gov.br), no tópico Estatísticas.

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Emissão de outorgas para navegação interior neste ano já supera 2008
 

Até 31 de agosto de 2009, a ANTAQ emitiu 47 outorgas de autorização para empresas operarem na navegação anterior. Esse número representa um recorde, já que, em todo o ano de 2008, foram emitidas 41 outorgas. Dessas 47 outorgas, 28 foram para travessias; dez, para o transporte longitudinal de passageiros e misto; e nove, para o longitudinal de carga.

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A Agência emitiu 28 outorgas neste ano para o transporte de travessia

De 2002 a agosto deste ano, a Agência já emitiu 182 outorgas, assim divididas: 84 (longitudinal de carga), 81 (travessias) e 17 (longitudinal de passageiros e misto).

De acordo com a Superintendência de Navegação Interior, o objetivo da ANTAQ é regularizar a prestação do serviço de transporte aquaviário e, assim, atrair os empresários para a legalidade. Regularizando-se junto à Agência, as empresas tendem a prestar serviços de boa qualidade para a sociedade.

A Agência disponibiliza em seu site as informações necessárias à obtenção de outorga para cada tipo de transporte. Basta acessar o link: www.antaq.gov.br/Portal/autorizainteriorobter.asp.

Para o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, as autorizações são fundamentais para o desenvolvimento do setor. “Com a autorização, a empresa tem de cumprir todas as normas que garantem a prestação do bom serviço. Caso não cumpra, perde a autorização. Isso faz com que os empresários fiquem atentos e ofereçam aos usuários um transporte de qualidade”, disse.

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ANTAQ supera meta de fiscalização no transporte longitudinal
 
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A ANTAQ superou a meta estabelecida pelo Plano Anual de Fiscalização (PAF) no transporte longitudinal. A Agência realizou no transporte longitudinal de passageiros e misto 44 procedimentos fiscalizatórios. O objetivo era 42. Já no longitudinal de cargas, a meta era 63. Entretanto, foram feitos 71 procedimentos.

No transporte de travessias, estavam previstos 132 procedimentos. Foram feitos 89. Ao todo, o PAF da navegação interior previu 237 procedimentos. A ANTAQ realizou 204, cumprindo 86% do plano. As fiscalizações foram programadas para o segundo semestre de 2008 e o primeiro semestre de 2009.

Luiz Eduardo Alves: "Com a regularização, os empresários prestarão serviços de boa qualidade"

 

De acordo com a Superintendência de Navegação Interior da ANTAQ (SNI), a Agência fiscalizou 218 empresas, sendo 82 do transporte de travessia, 72 do percurso longitudinal de passageiros e misto e 64 de cargas. Além dos 204 procedimentos realizados com previsão do PAF, foram feitos mais 62 de caráter eventual, totalizando 266.

O longitudinal de passageiros e misto foi o tipo de transporte que teve mais fiscalizações eventuais: 41. A travessia registrou 11 procedimentos, e o transporte longitudinal de cargas ficou com dez.

No período entre julho de 2008 a junho de 2009, somando os procedimentos previstos pelo PAF e os de caráter eventual, o transporte de travessia registrou 100 fiscalizações. O transporte longitudinal de passageiros e misto ficou com 85. Já o longitudinal de cargas passou por 81 procedimentos.

Para o gerente de Fiscalização da Navegação Interior, Luiz Eduardo Alves, “as ações de fiscalização empreendidas pela SNI vem buscando a regularização da prestação do serviço de transporte aquaviário, para atrair os empresários para a legalidade, regularizando-se junto à Agência e consequentemente prestando serviços de boa qualidade para a sociedade.”

Essas ações de fiscalização dão resultados. No segundo semestre de 2008, foram emitidas 19 autorizações; no primeiro semestre de 2009, 20. Ao todo, já são 182 termos de autorização emitidos pela ANTAQ para empresas que prestam serviço de transporte na navegação interior.

Saiba mais

Para alcançar as metas e objetivos do PAF, os procedimentos de fiscalização foram realizados em caráter:

Preventivo/corretivo – ações de fiscalização junto aos prestadores de serviço com autorização adequada às normas específicas da ANTAQ, para verificar o cumprimento destas, tendo em conta, primordialmente, os aspectos técnicos e operacionais;

Educativo – ações de fiscalização junto aos prestadores de serviço não autorizados ou com autorização não adequada às normas da ANTAQ;

Repressivo – ações de fiscalização para reprimir a prestação de serviço sem autorização da ANTAQ, seguindo, caso a caso, a orientação da Superintendência de Navegação Interior – SNI.

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Equipes de fiscalização da ANTAQ visitam portos e terminais
 

No período de janeiro a agosto, a ANTAQ fiscalizou 24 portos públicos e 45 terminais de uso privativo (TUP). O número representa, respectivamente, 63,16% e 51,72% da meta do Plano Anual de Fiscalização (PAF) da Agência para todo o ano. Para 2009, estão programadas fiscalizações em 38 portos e 87 TUPs.

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Foram fiscalizados 24 portos públicos nos primeiros oito meses do ano

Além das fiscalizações previstas no PAF, as equipes da Gerência de Fiscalização Portuária (GFP) e das unidades administrativas regionais da Agência (Belém, Florianópolis, Manaus, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) realizaram mais dez procedimentos eventuais, sendo cinco em portos públicos e cinco em TUPs, totalizando 79 fiscalizações até agosto.

Segundo o gerente de Fiscalização Portuária da ANTAQ, Newton Moura, o alvo da fiscalização são os portos que estão operando plenamente. Já com relação aos TUPs, as fiscalizações se concentram nos terminais que foram autorizados pela Agência há mais de um ano.

Moura informou, ainda, que, como decorrência das fiscalizações realizadas no período, a GFP examinou 265 processos envolvendo procedimentos de sua competência e das unidades administrativas regionais.

Regularizações

Para regularização das pendências encontradas, foram abertos pela Superintendência de Portos da Agência, até agosto, 25 processos administrativos contenciosos (PAC), advindos de fiscalizações realizadas no período 2007/2009.

Também foram elaborados 39 termos de ajuste de conduta (TAC), dos quais 18 estão em andamento, 11 se encontram em análise e cinco estão aguardando assinatura para sua efetivação. Por enquanto, apenas um termo foi cumprido integralmente e três foram desconsiderados, tendo em vista a regularização das pendências antes da celebração do termo.

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Norma sobre TUP de turismo está perto de ser publicada
 

A ANTAQ pretende publicar, em breve, a norma para outorga de autorização para construção, exploração e ampliação de terminal portuário de uso privativo de turismo. O texto já passou por audiência pública e, atualmente, encontra-se sob análise da equipe jurídica da Agência para receber os últimos ajustes.

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A norma do TUP de turismo privilegia, principalmente, o conforto do usuário

No início do mês, o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, o diretor Tiago Lima e o superintendente de Portos, Giovanni Paiva, receberam o secretário executivo do Ministério do Turismo, Mário Moysés. As autoridades debateram determinados pontos da proposta de norma.

De acordo com o texto da proposta, os TUPs de turismo são classificados em terminais portuários com atracação e terminais portuários sem atracação das embarcações de passageiros em turismo. Ainda conforme o texto, a outorga de autorização será formalizada mediante contrato de adesão. O início da operação ficará condicionado à emissão de termo de liberação de operação.

A proposta de norma traz os requisitos para a construção, exploração e ampliação do TUP de turismo. Além disso, os interessados podem, ainda, checar os documentos necessários para as habilitações técnica e jurídica. Há, também, informações para a comprovação da regularidade fiscal da empresa interessada em requerer a autorização e tópicos sobre suas obrigações quando já tiver sido autorizada.

Para Fialho, com a publicação da norma, a ANTAQ mais uma vez cumprirá seu papel como entidade reguladora. “Essa norma privilegia, principalmente, o conforto do usuário. Esses terminais terão de ter procedimentos para que o passageiro seja atendido de forma adequada”, afirmou o diretor-geral.

Para confirmar isso, os diretores ressaltaram alguns pontos da proposta relacionados ao atendimento ao usuário. Entre eles está o fato de que o TUP de turismo deve dispor de salas de espera distintas para as operações de embarque e desembarque de passageiros; garantir acessibilidade às instalações do terminal para passageiros e tripulantes com deficiências ou com mobilidade reduzida; e oferecer facilidades destinadas a passageiros e tripulantes, como, por exemplo, telefones públicos, acesso à internet, informações turísticas e assessoria em emergências médicas e odontológicas.

A preocupação com o usuário, de acordo com o diretor Tiago Lima, deve ser maior a cada dia. Isso porque o turismo náutico, que se caracteriza pela utilização de embarcações para movimentação turística, vem crescendo. Essa modalidade pode ocorrer em lagoas, rios, represas, lagos ou no mar e envolve também as atividades de cruzeiros (marítimos ou fluviais), passeios, excursões e outras viagens realizadas em embarcações náuticas com finalidade turística.

O secretário executivo do Ministério do Turismo ressaltou que o número de passageiros nos cruzeiros marítimos aumenta a cada ano e os terminais precisam ser dotados de toda a estrutura necessária para receber os turistas, ainda mais porque essa quantidade de viajantes tende a crescer nos próximos anos. “Um dos motivos será a Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil”, afirmou.

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ANTAQ terá apoio logístico da Marinha nas atividades de fiscalização
 

A ANTAQ e o Comando do 3º Distrito Naval firmaram, no dia 18, em Natal, na sede do 3º CDN, o primeiro de um conjunto de termos de cooperação técnica e operacional, em nível regional, que serão celebrados pela Agência e os comandos dos distritos navais da Marinha do Brasil.

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Barbosa, Dantas e Gertrudes: parceria entre ANTAQ e Marinha

O documento é fruto do acordo de cooperação celebrado entre a ANTAQ e o Comando da Marinha, em maio do ano passado, e tem por objeto a cooperação técnica e operacional, na forma de apoio logístico e de inteligência, visando à fiscalização das empresas de navegação, embarcações, portos e terminais, para o cumprimento das normas da ANTAQ.

O termo foi assinado pelo diretor da ANTAQ, Murillo Barbosa, que estava acompanhado da chefe da Unidade Administrativa da Agência em Recife (UARRE), Gertrudes Lins, e pelo comandante do 3º Distrito Naval, vice-almirante Edison Lawrence Mariath Dantas. O 3º CDN é responsável pelo desenvolvimento de tarefas de responsabilidade da Marinha nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Próximos termos

Nos próximos meses, a Agência dará prosseguimento à assinatura dos termos de cooperação com os demais comandos dos distritos navais, buscando garantir a cobertura de todo o território nacional para as atividades de fiscalização da ANTAQ.

Os próximos termos serão firmados com o Comando do 6º Distrito Naval, para atendimento das atividades desenvolvidas nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com destaque para a hidrovia do Paraná-Paraguai, e com os comandos do 4º e 9º Distritos Navais, para as atividades de fiscalização nas áreas de jurisdição dos escritórios regionais da Agência em Belém, Manaus e Porto Velho, onde prevalece a navegação interior.

Em seguida, serão firmados os termos de cooperação com os comandos do 1º e 2º Distritos Navais, para as atividades desenvolvidas nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia; com o 8º Distrito Naval para as atividades realizadas no estado de São Paulo, notadamente a Hidrovia Tiête-Paraná; com o 5º Distrito Naval para a área de jurisdição da Unidade Administrativa Regional da Agência em Florianópolis; e, finalmente, com o Comando do 7º Distrito Naval para as atividades desenvolvidas nos estados de Goiás e do Tocantins.

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ANTAQ estabelece intercâmbio de informações com representantes do setor aquaviário holandês
 

Uma comitiva brasileira, chefiada pela ANTAQ, realizou, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro, visitas técnicas aos sistemas hidroviário e portuário da Holanda. A delegação, liderada pelo diretor Murillo Barbosa, foi integrada por representantes da Agência, da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, da Agência Nacional de Águas e da Marinha do Brasil.

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A Holanda tem uma política bem delineada para o transporte aquaviário

Durante a viagem, a delegação brasileira visitou os Portos de Roterdã e de Amsterdã. Além disso, a comitiva conheceu centros de treinamento voltados para atividades marítimas e portuárias, dentre os quais destaca-se o Shipping Transport College (STC), em Roterdã. Houve, ainda, uma visita ao Instituto de Pesquisa Marítima (Marin), em Wageningen, uma pequena cidade universitária dos Países Baixos.

Roterdã é o principal porto da Europa e um dos mais importantes do mundo. Em 2008, o porto holandês movimentou cerca de 420 milhões de toneladas, enquanto o Porto de Santos, principal brasileiro, movimentou 83,3 milhões de toneladas.

De acordo com o diretor Murillo Barbosa, as visitas técnicas serviram para que os integrantes da comitiva aprofundassem conhecimentos sobre portos modernos. “Roterdã, que é um dos principais portos do mundo, tem como uma de suas características principais a intermodalidade com os demais modais de transporte, em especial o hidroviário. O porto tem acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários”, ressaltou Barbosa.

Os brasileiros visitaram, ainda, centros de gerenciamento de vias navegáveis interiores e uma eclusa. Além disso, conheceram os órgãos responsáveis pela inspeção, monitoramento e controle do tráfego de embarcações, bem como pela formação de tripulações e prevenção da poluição ao meio ambiente.

A comitiva nacional aproveitou, também, para conhecer um pouco mais sobre a infraestrutura hidroviária da Holanda. Para isso, a delegação brasileira visitou terminais de contêiner fluviais, entre os quais um terminal portuário que pode ser denominado como “trimodal”, pois possibilita a ligação do modal aquaviário com os modais rodoviário e ferroviário.

Complementando as visitas, a comitiva brasileira conheceu, ainda, os trabalhos desenvolvidos por empresas privadas especializadas em sinalização náutica e controle de tráfego de embarcações. “A Holanda é o país da Europa que mais aproveita a malha hidroviária em benefício do transporte de mercadorias. Foi um importante intercâmbio de informações”, apontou Barbosa.

Para o superintendente de Navegação Interior da ANTAQ, Alex Oliva, as visitas técnicas serviram principalmente para troca de experiências. “É sempre bom conhecer o que os holandeses estão fazendo nos setores portuário e de navegação, para analisar se há a possibilidade de aplicar algumas ações a nossa realidade”, apontou Alex Oliva.

Para o gerente de Portos Públicos, Jair Galvão, “ficou constatada uma consistente e bem delineada política pública para o transporte aquaviário na Holanda. Essa política pública estabelece de forma clara e objetiva aspectos relativos aos sistemas portuários e de navegação interior, sempre considerando o meio ambiente e a integração logística com os demais modais de transportes.”

De acordo com Galvão, a Holanda considera o modal hidroviário como fundamental para a sua cadeia logística de transportes. “Essa logística de transportes se baseia em uma eficiente ligação dos sistemas aquaviários com os modais ferroviário, rodoviário e aéreo”, ressaltou.

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Outubro/2009

  • Gestão e Operações Portuárias – Rio de Janeiro (RJ) – de 1º a 27 de outubro - Informações: Cedemp/SindaRio – Tel: (21) 2233-5809/2253-6552 – cedemp@sindario.com.br

  • Derrames de Óleo no Mar: Aspectos Preventivos e Corretivos– São Paulo (SP) – de 5 a 9 de outubro – Informações: CETESB – Tel.: (11) 3133-3629/3133-3632 – cursos@cetesbnet.sp.gov.br

  • 6º Seminário de Transporte e Desenvolvimento Hidroviário Interior – Rio de Janeiro (RJ) – 21 e 22 de outubro – Informações: www.sobena.org.br

  • Conferência Nacional de Comércio e Contratos Marítimos– São Paulo (SP) - 22 e 23 de outubro - informações: www.viex-americas.com.br - Tel.: (11) 5093-7423

  • Fenatran – Salão Internacional do Transporte – São Paulo (SP) – de 26 a 30 de outubro – Informações: www.fenatran.com.br - Tel.: (11) 5093-7423

Expediente
Navegando a notícia é uma publicação mensal da Assessoria de Comunicação Social da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Diretor-Geral da ANTAQ: Fernando Antonio Brito Fialho - Diretores: Murillo de Moraes Rego Corrêa Barbosa e Tiago Pereira Lima - Chefe da Assessoria de Comunicação Social: Cláudia Resende; Redação - Jorge Lúcio Pinto, Rodrigo Duhau e Rodrigo Vasconcelos; Revisora: Maria Inez Albuquerque; Webmaster: Alan Ribeiro. Endereço - SEPN – Setor de Edifícios Públicos Norte Quadra 514, Edifício Antaq, Conjunto E, Asa Norte – Brasília-DF; CEP: 70760-545. Telefone: (61) 3447-2737. Fax: (61) 3447-1040.asc@antaq.gov.br