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ANTAQ aprova investimentos de mais de R$ 118 milhões para o Porto de Paranaguá
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A ANTAQ aprovou a realização de investimentos no Porto de Paranaguá (PR). A decisão foi publicada, no dia 9 de junho, na seção 1 do Diário Oficial da União (DOU). O valor do investimento é de R$ 118,8 milhões, sendo R$ 60,8 milhões para a construção de um cais público de 315m de extensão por 25,75m de largura, perfazendo uma área de 8.111,25m2; e R$ 58 milhões para a aquisição de dois portêineres e quatro transtêineres.
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| Agência aponta transporte hidroviário como ferramenta para preservação do meio ambiente |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, ressaltou que o transporte hidroviário é fundamental para a preservação do meio ambiente. “Não há como ter hidrovias sem a preservação das nascentes dos rios, sem a preservação das matas ciliares. Sem falar que o transporte fluvial emite muito menos gases tóxicos na atmosfera do que os outros modais”, defendeu.
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ANTAQ aprova investimentos de mais de R$ 118 milhões para o Porto de Paranaguá
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A ANTAQ aprovou a realização de investimentos no Porto de Paranaguá (PR). A decisão foi publicada, no dia 9 de junho, na seção 1 do Diário Oficial da União (DOU). O valor do investimento é de R$ 118,8 milhões, sendo R$ 60,8 milhões para a construção de um cais público de 315m de extensão por 25,75m de largura, perfazendo uma área de 8.111,25m2; e R$ 58 milhões para a aquisição de dois portêineres e quatro transtêineres.
De acordo com o texto do DOU, a diretoria da ANTAQ aprovou a alteração prevista no 6º Termo Aditivo do Contrato de Arrendamento nº 20/98, de 13 de abril de 1998, celebrado entre a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e o Terminal de Contêineres de Paranaguá S/A (TCP). O objeto desse contrato é a realização de investimentos para a construção do cais público e a aquisição de equipamentos.
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Para obter a aprovação, o TCP e a APPA apresentaram uma série de documentos
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Conforme parecer técnico da Superintendência de Portos da ANTAQ, o TCP é responsável por 8% da movimentação de contêineres nos terminais portuários brasileiros. “Para que possa lograr essa continuidade de movimentação é necessário superar as condições operacionais e físicas limitantes que se verificam, pois a taxa de ocupação atual é de 90% e tempo médio de espera de 20 horas nos dois berços”, descreve o parecer.
Além disso, em 2006, o TCP movimentou 493.787 TEUs. No entanto, esse número só era esperado para 2012. Devido a essa antecedência, verificou-se a necessidade desses investimentos para obtenção de maior capacidade de movimentação.
Para obter a aprovação da ANTAQ, o TCP e a APPA apresentaram uma série de documentos, entre eles análise econômica para ampliação do berço, pareceres jurídicos, projeto básico e consulta ao órgão ambiental.
De acordo com o parecer, o TCP deverá construir o cais público por sua conta e risco. Além disso, o TCP não terá exclusividade, pois, apesar de ser seu investimento, trata-se de um berço público do Porto de Paranaguá. O TCP, no entanto, terá prioridade de atracação/desatracação para navios destinados ao terminal de contêineres.
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| Agência aponta transporte hidroviário como ferramenta para preservação do meio ambiente |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, ressaltou que o transporte hidroviário é fundamental para a preservação do meio ambiente. “Não há como ter hidrovias sem a preservação das nascentes dos rios, sem a preservação das matas ciliares. Sem falar que o transporte fluvial emite muito menos gases tóxicos na atmosfera do que os outros modais”, defendeu.
Fialho participou do I Fórum de Debates sobre a Implantação do Programa de Aceleração do Crescimento para as Hidrovias Brasileiras e o Impacto Gerado pela Ampliação dos Trechos Navegáveis e Expansão da Capacidade de Cargas do Sistema Paraná-Tietê. O evento aconteceu no dia 5 de junho, em Belo Horizonte, na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG).
ANTAQ |
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Jaime Martins (E) e Fernando Fialho (D): força-tarefa em defesa do transporte aquaviário |
O diretor-geral afirmou que “o transporte hidroviário deve ser o modal prioritário para o país, já que, por ser o mais barato e o mais eficiente, poderá contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento do país.” Fialho afirmou, ainda, que não é contra os outros modais, em especial o rodoviário. No entanto, a movimentação de cargas por rodovias deve acontecer apenas em trechos curtos, de 300km, por exemplo.
Para o deputado federal Jaime Martins (PR-MG), presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara e organizador do fórum, o Brasil precisa construir uma nova logística de transporte. De acordo com ele, é preciso equilibrar a matriz e investir na multimodalidade, integrando os modais rodoviário, ferroviário e hidroviário. “Esses modais precisam conviver em harmonia”, frisou o parlamentar.
O fórum contou com autoridades do G5+1, um grupo formado por representantes de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, além do governo federal. Esse grupo já se reuniu no Paraná, Mato Grosso do Sul e agora em Minas Gerais. A próxima reunião está marcada para Goiânia, no dia 17 de julho.
Um dos objetivos do grupo é discutir ações para desenvolver as hidrovias brasileiras, entre elas a Tietê-Paraná. “O G5 + 1 coordena um esforço para a realização de estudos das demandas das hidrovias. O foco é trabalhar para ampliar a navegação interior do país”, disse o gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski.
Entre as providências que os especialistas apontaram para o desenvolvimento da Tietê-Paraná estão: alargamento dos vãos das pontes que ficam localizadas na hidrovia, necessidade de derrocamentos e combate ao assoreamento do rio.
O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, afirmou que é possível, com a realização das obras em seis a dez anos, fazer que a hidrovia Tietê-Paraná salte dos atuais 800km de vias navegáveis para 2000km. Com isso, a movimentação de cargas cresceria de cinco milhões de toneladas por ano para 30 milhões de toneladas.
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| Embarcações novas terão de garantir acessibilidade aos portadores de deficiência a partir de 2010 |
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A ANTAQ somente poderá autorizar o transporte coletivo aquaviário em embarcações novas se oferecerem acessibilidade total ou assistida aos passageiros portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida. A informação foi dada pelo gerente de Fiscalização da Navegação Interior, Luiz Eduardo Alves, que participou do Seminário sobre Acessibilidade nos Transportes Coletivos - Rodoviário e Aquaviário, realizado no dia 23 de junho, em Brasília.
De acordo com o decreto nº 5.296, de 2004, todas as embarcações novas, a partir de 2010, devem ser acessíveis aos usuários. "Garantir acessibilidade é garantir acesso e mobilidade para todas as pessoas", afirmou Alves. |
Embarcações existentes terão de se adaptar e garantir acessibilidade |
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A partir de 2013, também de acordo com o decreto, as embarcações existentes terão de se adaptar e garantir a acessibilidade a todos os passageiros. "A ANTAQ não poderá dar autorização às empresas se não houver uma comprovação de que toda sua frota ofereça acessibilidade aos usuários", ressaltou o gerente.
Para a garantia da acessibilidade, o decreto prevê tratamento diferenciado para os portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida. Esse tratamento diferenciado inclui assentos de uso preferencial sinalizados, mobiliário de recepção e atendimento adaptado, disponibilidade de área especial para embarque e desembarque, atendimento prioritário, entre outros.
Essas mudanças devem seguir as regras elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo Inmetro. As normas são voltadas para a garantia da acessibilidade no sistema de transporte aquaviário. A norma tem o registro ABNT NBR 15450: 2006.
Linha de crédito
Luiz Eduardo Alves acredita que para adaptarem as suas embarcações às regras de acessibilidade os empresários terão aumento de custos. O gerente de Fiscalização da Navegação Interior sugere que, para os empresários não repassarem esse gasto a mais para os usuários, o governo federal crie uma linha de crédito para as reformas das embarcações.
Para isso, a ANTAQ pretende agendar reuniões com a Marinha e Inmetro para discutir a possibilidade da criação dessa linha de crédito, as normas de acessibilidade e outros pontos do decreto. "A ANTAQ sempre vai privilegiar a qualidade do serviço prestado pelas empresas. Podemos, inclusive, criar um procedimento próprio para fiscalizar se as empresas estão com suas embarcações acessíveis aos portadores de deficiência", afirmou Alves.
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| ANTAQ autoriza Bunge Alimentos S/A a explorar TUP no Rio Grande do Sul |
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A ANTAQ autorizou a empresa Bunge Alimentos S/A a explorar, por prazo indeterminado, terminal portuário de uso privativo, na modalidade de uso exclusivo, localizado em Rio Grande (RS). O TUP servirá para movimentação e armazenagem de cargas próprias, destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. A Agência publicou a autorização no dia 18 de junho, na seção 1 do Diário Oficial da União.
A Ceval Alimentos S/A possuía o contrato de adesão, por meio do Ministério dos Transportes, para explorar o TUP desde 1999 na modalidade de uso misto. A titularidade desse contrato, no entanto, foi repassada para a Bunge Alimentos S/A, agora na modalidade de uso exclusivo. Com a mudança, a Bunge precisava regularizar a situação junto à ANTAQ. Agora, o setor portuário nacional conta com 129 TUPs, sendo 121 mistos e oito exclusivos.
De acordo com o Termo de Autorização nº 528, de 10 de junho de 2009, as cargas movimentadas no TUP serão granéis agrícolas, tais como soja e seus subprodutos (farelo, casca, óleo). Na ocorrência de movimentação de carga que, por suas características e composição, possam vir a causar impacto ou prejuízo ao meio ambiente, a execução da operação portuária ficará condicionada à autorização prévia do órgão federal ou estadual competente.
A Bunge informa que a estimativa de movimentação do terminal é de 1,6 milhão de toneladas por ano. Em 2006 e 2007, ainda sob a titularidade da Ceval, esse número foi de 1,1 milhão de toneladas e 1,2 milhão de toneladas, respectivamente.
Conforme o termo, a Bunge Alimentos S/A se obriga a executar os serviços de forma a satisfazer os requisitos de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atendimento ao interesse público e à preservação do meio ambiente.
Acessos
O acesso rodoviário ao TUP é feito pela Rodovia BR-392, que serve a todos os terminais portuários do Porto de Rio Grande. A ligação ao Terminal da Bunge é realizada por um ramal na altura do Km 8. O acesso hidroviário de navios é feito através da barra e do canal de acesso às instalações portuárias de Rio Grande, atualmente com profundidade máxima de 12,19m e largura máxima de 200m. O terminal pode atender também a navegação fluvial, caso em que o acesso é feito pelo sistema hidroviário da Lagoa dos Patos.
A infraestrutura do terminal conta com instalação de acostagem, constituída de píer para acostagem de embarcações e embarque de granéis, composto por nove dolfins de atracação, dotados de defensas e cabeços de amarração com capacidade para 100 toneladas cada um. O TUP foi projetado para embarcações do tipo Panamax. O terminal dispõe, ainda, de dois armazéns de exportação e tanques para óleo vegetal.
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| Diretor-geral da ANTAQ participa do Carbon Expo em Barcelona |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, participou do Carbon Expo – Global Carbon Market Fair and Conference, realizado em Barcelona (Espanha), no dia 28 de maio. O evento discutiu a geração de créditos de carbono.
Crédito de carbono é uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) que não é jogada no meio ambiente. A cada tonelada, é gerado um crédito de carbono. Esse crédito é negociado no mercado internacional.
Fialho destacou a importância do evento, já que trata-se de uma conferência que debate, entre outros assuntos, a preservação do meio ambiente e o aquecimento global. “A diretoria sempre
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Fialho ressaltou a importância do debate sobre questões ambientais |
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defendeu o meio ambiente e, por isso, sempre defendemos o transporte aquaviário, pois é ecologicamente mais correto”, ressaltou o diretor-geral, que palestrou sobre como o setor de transporte pode contribuir para diminuir os efeitos da mudança climática.
Em sua palestra, o diretor-geral frisou que o transporte hidroviário é energeticamente mais eficiente, emite menos gases poluentes na atmosfera, consome menos combustível e é mais seguro do que outros modais. “Ao transportar cargas pelas hidrovias, emite-se menos dióxido de carbono na atmosfera, então a geração de créditos de carbono será maior”, ressaltou.
O Protocolo de Kyoto compromete uma série de nações industrializadas a reduzir suas emissões de gases poluentes na atmosfera em 5,2%, em relação aos níveis de 1990, para o período de 2008 – 2012. Segundo o acordo, esses países deveriam ter mostrado um progresso visível a partir do ano de 2005.
Há países que, mesmo depois do Protocolo de Kyoto, não conseguem reduzir a emissão e, portanto, compram créditos de carbono para cumprir as exigências do documento. A Inglaterra, por exemplo, compra crédito de carbono na bolsa de valores.
Etanol
O diretor-geral lembrou, durante sua apresentação, da importância do Brasil quando o assunto é meio ambiente. “O Brasil tem o maior conjunto de florestas tropicais do mundo, o Brasil é o maior fornecedor de oxigênio do mundo, o Brasil é pioneiro na introdução de biocombustíveis”, citou Fialho.
O diretor-geral informou que o país exportou em 2007 cerca de 3,5 bilhões de litros de etanol e que, em 2010, esse número saltará para 8 bilhões de litros. Além disso, em 2007, foram produzidos no Brasil 21,5 bilhões de litros. Em 2010, esse número alcançará aproximadamente 30 bilhões de litros. O etanol brasileiro é um combustível “verde”, pois é produzido a partir da cana de açúcar.
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| Fialho fala em São Paulo sobre oportunidades de investimentos nos portos brasileiros |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, fez, no dia 16 de junho, palestra sobre oportunidades de negócios nos portos brasileiros para um grupo de investidores da área de portos, em São Paulo (SP). Cerca de 20 representantes de fundos de investimentos, entre os quais o Opportunity (Santos Brasil) e Águas Claras, participaram da apresentação, realizada na sede do banco de investimentos português BANIF.
O grupo português possui investimentos na linha 4 do Metrô paulistano, além de ser um dos maiores gestores, no Brasil, de recursos nacionais e internacionais para infraestrutura.
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O diretor-geral destacou as normas da ETC e da IP4
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Em sua palestra, o diretor-geral da ANTAQ lembrou o “grande potencial” para investimentos do setor da navegação interior, mas até aqui pouco aproveitado. “No complexo do Mississipi, nos Estados Unidos, 61% da produção de grãos são transportados pelas hidrovias. No Brasil, só 6% das cargas são transportadas pelo modal, muito embora tenhamos cinco mississipis”, observou.
Fialho afirmou que investir em hidrovia é investir no meio ambiente. “O transporte por hidrovia emite 90% menos CO2 na atmosfera. Além disso, para garantir a navegabilidade, é preciso preservar a mata ciliar e a profundidade dos rios”, disse.
Sobre oportunidades de negócios nos portos, o diretor da ANTAQ falou da recente edição de normas pela Agência para o regramento de novas modalidades portuárias (Estação de Transbordo de Carga - ETC, Instalação Pública de Pequeno Porte - IP4 e terminais de turismo).
Fialho também falou sobre o fim da concessão do Porto de Imbituba, em 2012, o único porto público do país concedido a uma empresa privada, e sobre o arrendamento do terminal de grãos do Porto de Santos, numa área antes explorada pela Cargil, cuja licitação deverá acontecer num prazo de 90 dias.
Quanto às mudanças nas regras dos TUP (terminais de uso privativo), introduzidas pelo Decreto nº 6.620, o diretor-geral da ANTAQ informou que a Agência está concluindo a revisão da Resolução nº 517, que trata do disciplinamento do setor.
Fialho adiantou que na nova versão da norma há restrições à movimentação de cargas de terceiros pelos TUP. “Os terminais privativos movimentarão preponderantemente carga própria”, disse Fialho, explicando que as novas regras seguem determinação do governo, que optou por continuar garantindo a atratividade dos arrendamentos nos portos públicos.
A respeito da implantação de novos portos, também prevista no Decreto, o diretor da ANTAQ explicou que o modelo ainda está sendo construído e o primeiro passo, nesse sentido, será a validação do Plano Geral de Outorgas (PGO) do Setor Portuário pela Secretaria Especial de Portos.
Fialho salientou que foram identificadas 19 áreas, subdivididas em 45 microáreas, que poderão receber novos portos ou ampliar os existentes. Contudo, garantiu que não há restrições para implantação de portos em outras áreas.
Por fim, o diretor da ANTAQ disse que os investimentos no setor estão voltando, atraindo, inclusive, o investidor internacional, como tem sido manifestado a ele por autoridades e empresários em contatos no exterior.
Fialho citou como exemplo as obras no Porto de Santos, que preveem a construção da perimetral e a dragagem de aprofundamento do canal de acesso e do calado do porto, e o projeto Barnabé-Bugres, que permitirá a construção de novos terminais de contêineres para atender à demanda do pré-sal e do etanol.
“O que faltava nos portos públicos era projeto, mas, agora, esses projetos estão acontecendo”, disse Fialho, acrescentando que, com uma movimentação anual de 5 milhões de toneladas por ano e potencial para movimentar 30 milhões de toneladas/ano, a Hidrovia do Tietê também deve atrair novos investimentos.
Créditos de carbono
Após o encontro com os investidores, o diretor-geral da ANTAQ, acompanhado da chefe da Unidade Administrativa Regional da Agência em São Paulo, Nanci Stoltz, participou de uma reunião, na sede da FIESP, para discutir a aplicação de projetos de crédito de carbono no setor aquaviário.
A reunião também contou com a participação do presidente da Cia. Docas de São Sebastião, Frederico Bussinger, do consultor da matéria, Marco Antonio Fujihara, do advogado ambiental, Massami Uyeda Junior, e do especialista da área de meio ambiente da FIESP, Luciano Rodrigues Coelho.
A intenção do diretor-geral da ANTAQ é repetir nas hidrovias a experiência do transporte de produtos siderúrgicos pela cabotagem, desenvolvida por uma grande empresa brasileira do setor. No caso das hidrovias, a ideia é gerar recursos de créditos de carbono através da substituição do modal rodoviário, menos eficiente ambientalmente, no transporte de cargas.
Novas reuniões já estão programadas, e a proposta é avançar na definição de um modelo para o setor. Segundo o consultor Marco Fujihara, o transporte hidroviário pode ser uma alavanca enorme de projetos de crédito de carbono, mas antes é preciso definir uma metodologia própria”, destacou.
Os contatos entre Fialho e Fujihara começaram na “Carbon Expo”, feira e conferência, realizada no final de maio em Barcelona, na Espanha. Durante o evento, Fialho palestrou sobre a contribuição do setor de transporte para diminuir os efeitos da mudança climática.
Em sua palestra, o diretor-geral da ANTAQ frisou que o transporte hidroviário é energeticamente mais eficiente, emite menos gases poluentes na atmosfera, consome menos combustível e é mais seguro do que outros modais. “No transporte por hidrovias, emite-se menos dióxido de carbono na atmosfera, portanto, a geração de créditos de carbono será maior”, destacou.
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| Agência pretende difundir conhecimento técnico produzido pela AIPCN |
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O diretor da ANTAQ, Murillo Barbosa, e o chefe da Assessoria Internacional (ASI), Paulo Vasconcellos, participaram, entre os dias 25 e 29 de maio, da Assembleia Geral Anual (AGA) da Associação Internacional Permanente de Congressos de Navegação (AIPCN, ou PIANC, em inglês), em Helsinque, capital da Finlândia.
No dia 25 de maio, Barbosa e Vasconcellos, representantes do Brasil na AIPCN, receberam as boas-vindas juntamente com seus colegas do Laos e do Vietnã. Os três países ingressaram na Associação em 2008. “O Brasil é o único país sul-americano que participou da AGA em 2009. Vamos incentivar os nossos vizinhos, em especial os integrantes do Mercosul, a participarem também”, disse Vasconcellos. No primeiro dia, apresentaram-se relatórios das atividades desenvolvidas pela AIPCN no ano passado e elegeu-se um dos vice-presidentes da organização. |
Murillo Barbosa discutiu temas relacionados à navegação na Finlândia |
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O diretor da ANTAQ e o chefe da Assessoria Internacional assistiram, no dia seguinte, a um conjunto de palestras sobre tecnologia portuária e marítima. Em um dos painéis, conheceram o processo que resultou na construção do porto de Vuosaari, um dos portos mais modernos da Europa, inaugurado em novembro de 2008 no meio de uma nevasca. “Eles levaram 12 anos para receber a licença do órgão ambiental e só puderam começar a construir há cinco anos”, relatou Vasconcellos.
Os participantes da Assembleia conheceram o porto de Vuosaari, no dia 27 de maio. O porto foi construído fora do perímetro urbano de Helsinque e substituiu dois portos que se localizavam dentro da capital finlandesa e foram desativados. “O porto de Vuosaari emprega as tecnologias portuárias mais recentes e é quase completamente automatizado”, contou o chefe da ASI.
No último dia da visita, Barbosa, Vasconcellos e os demais associados visitaram o porto de Kotka, um porto concentrador que movimenta cargas importadas da e exportadas para a Rússia, em especial automóveis e contêineres. “Funciona mais ou menos como o porto de Paranaguá, que tem um acordo com o Paraguai para embarque e desembarque de cargas destinadas ao ou provenientes do Paraguai”, explicou Vasconcelos.
Contatos
Na Assembleia Geral, o diretor da ANTAQ e o chefe da ASI fizeram importantes contatos com os representantes de outros países na AIPCN. Entre eles, Emílio Brògueira Dias, diretor do porto de Leixões, que será visitado em breve pelo diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho.
Conheceram também o engenheiro Manoel Marcos Rita, vice-presidente da AIPCN para a Europa e pesquisador do Laboratório de Engenharia Civil de Lisboa (LNEC), ligado ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações do governo português. “O LNEC elaborou há alguns anos o estudo para despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, que deverá ser aproveitado agora”, lembrou Vasconcellos.
Barbosa e Vasconcellos conheceram também o major-general do US Army Corps of Engineers, Bo Temple. O US Army Corps of Engineers organizou, em colaboração com a ANTAQ, o 2º Seminário Internacional sobre Hidrovias – Brasil e Estados Unidos, em agosto de 2008.
Desdobramentos
Da participação na Assembleia Geral Anual da AIPCN, nasceu a ideia de criar, na ANTAQ, um grupo permanente para acompanhar as novidades técnicas e as atividades desenvolvidas no âmbito da associação. “Devemos fazer em breve um seminário para socializar esse conhecimento. Nosso objetivo é que os servidores da ANTAQ possam se servir amplamente das produções técnicas da associação, acompanhando as atividades dela mais de perto”, disse Vasconcellos.
O chefe da ASI afirmou também que a Agência deverá incentivar que o meio acadêmico, as empresas privadas e órgãos do governo acompanhem e participem da AIPCN. “Quanto mais gente participar, maior será a difusão de tecnologias inovadoras pelos setores portuário e marítimo”, analisou.
AIPCN
A AIPCN é uma associação criada em 1885, de que participam organizações governamentais e privadas de vários países, dedicadas ao desenho, desenvolvimento e manutenção de portos, aquavias e áreas costeiras. A ANTAQ é a representante do Brasil na Associação.
A associação provê parâmetros de infraestrutura sustentável de transporte aquaviário para portos, navegação marítima e fluvial. Reúne profissionais de todo o mundo que se dedicam a analisar o custo efetivo, a segurança e a sustentabilidade da infraestrutura necessária ao crescimento do transporte aquaviário.
A próxima Assembleia Geral Anual será em Liverpool, Inglaterra, de 8 a 14 de maio de 2010. Na ocasião, será comemorado o 125o aniversário da AIPCN. Entre os dias 5 e 7 de abril de 2010, em Buenos Aires, será realizado o VI Congresso de Engenharia Portuária, no qual haverá o Seminário Latino-Americano da AIPCN, "Desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária marítima e fluvial na América Latina".
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| ANTAQ participa da reunião do Subgrupo de Transportes do Mercosul |
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Técnicos da Superintendência de Navegação Marítima e Apoio (SNM) da ANTAQ participaram da XXXVII Reunião do Subgrupo de Trabalho nº 5 (Transportes), do Mercosul, que aconteceu em Assunção, no Paraguai, entre os dias 27 e 29 de maio. Entre os assuntos tratados, foi dado prosseguimento às discussões para a adoção de um acordo multilateral sobre transporte marítimo do Mercosul, no âmbito da 12ª Reunião da Comissão de Especialistas Marítimos.
As principais premissas do documento já foram acertadas pelo Brasil, Argentina e Paraguai, faltando apenas a adesão do Uruguai, especialmente no tocante ao serviço feeder (transporte entre os portos dos estados-partes, com o propósito de transbordo, com ou sem emprego de instalações portuárias, de cargas destinadas ou provenientes de portos de terceiras partes).
A ANTAQ esteve representada na reunião pela superintendente de Navegação Marítima e de Apoio, Ana Maria Canellas, pelo gerente de Desenvolvimento e Regulação da superintendência, Wagner Moreira, e pelo especialista em regulação, Sérgio Augusto de Oliveira.
Na abertura da reunião, a superintendente da SNM leu uma carta do diretor da ANTAQ, Tiago Lima, na qual lamenta a impossibilidade de comparecer ao evento e enfatiza a importância das negociações no SGT5 para a adoção do acordo multilateral sobre transporte marítimo.
Pressionada pelas representações brasileira e argentina, a delegação uruguaia comprometeu-se a apresentar, na próxima reunião, informações estatísticas que mostrem o impacto que a sua adesão ao acordo causará no seu sistema portuário ou na sua capacidade de transporte marítimo.
A delegação brasileira reconheceu os interesses específicos de cada país, mas lembrou os compromissos assumidos pelos estados-partes do Mercosul para a integração regional em todos os níveis e para o desenvolvimento de suas marinhas mercantes, ressaltando a importância da inclusão das cargas feeder no âmbito do acordo, ponto em que o Uruguai tem se mostrado resistente.
A representação brasileira também reiterou que a implementação do acordo permitirá a participação igualitária dos países no transporte marítimo, sem as restrições dos acordos bilaterais vigentes, e anunciou que as empresas brasileiras de navegação voltaram a investir na renovação de suas frotas, aumentando a oferta de transporte com bandeira nacional aos países do Mercosul.
Segundo a superintendente da SNM, “o compromisso assumido pelo Uruguai representou um avanço nas negociações e abre a expectativa de uma solução próxima para o impasse da inclusão das cargas feeder no acordo”.
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| Agência recebe presidente da Emap |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, recebeu, no início de junho, na sede da Agência, em Brasília, o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária – Emap, Hermes Luís Ferreira, que estava acompanhado do diretor de Infraestrutura da empresa, Aloisio Duailibi Pinheiro, do diretor de Operações, Ronildo José de Carvalho, e dos assessores jurídicos, Beatriz Nunes e José Coaracy.
ANTAQ |
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Fialho (C) frisou que os investimentos no porto serão importantes para o desenvolvimento do Maranhão e do país |
A Emap é responsável pela administração do Porto de Itaqui, o segundo maior em movimentação de granéis sólidos do país. Em 2007, o porto movimentou 92 milhões de toneladas de granéis sólidos, 20% do total nacional da movimentação desse tipo de carga, especialmente minério de ferro.
Os visitantes falaram sobre as perspectivas e necessidades de expansão do porto maranhense, para atender às demandas da refinaria da Petrobras que será instalada no Estado. O projeto da refinaria prevê investimentos de US$ 1,5 bilhão e a expansão do porto deverá contar com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo o presidente da Emap, a expectativa é ampliar a capacidade do porto, que passaria a receber três mil navios por ano. O número representa 10% da capacidade do Porto de Roterdã, na Holanda, um dos maiores do mundo, com capacidade para receber 30 mil navios/ano.
Para o diretor-geral da ANTAQ, que também já presidiu a Emap, os investimentos no porto representarão um grande avanço para o desenvolvimento não só do Estado, mas, também, de toda a região.
Fialho lembrou, ainda, que os investimentos no porto não devem ficar restritos ao aumento da demanda de granéis líquidos da refinaria. Segundo ele, essa é uma oportunidade para que o porto também invista na melhoria da movimentação de grãos, garantindo o escoamento da produção do sul do Piauí e do Maranhão.
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Julho-Agosto/2009
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Coninfra 2009 - 3º Congresso de Infraestrutura de Transportes - São Paulo (SP) - de 29 a 31 de julho - Informações: www.andit.org.br/coninfra
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Movimat 2009 - Feira de Logística, Movimentação, Armazenagem e Embalagem de Materiais - São Paulo (SP) - de 4 a 7 de agosto - Informações: IMAM - Tel.: (11) 5575-1400 - www.feiramovimat.com.br/
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1º Seminário sobre Desenvolvimento da Navegação de Cabotagem Brasileira – 12 e 13 de agosto - Brasília (DF) - Informações: www.antaq.gov.br
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10º Congresso Nacional Intermodal dos Transportadores de Cargas - ABTC - 2009 - Hotel Intercontinental, Rio de Janeiro (RJ) - de 18 a 20 de agosto - Informações: www.abtc.org.br
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| Expediente |
Navegando a notícia é uma publicação
mensal da Assessoria de Comunicação Social da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Diretor-Geral da ANTAQ: Fernando Antonio Brito Fialho - Diretores: Murillo de Moraes Rego Corrêa Barbosa e Tiago Pereira Lima - Chefe da Assessoria de Comunicação Social:
Cláudia Resende; Redação - Jorge Lúcio
Pinto, Rodrigo Duhau e Rodrigo Vasconcelos; Revisora: Maria
Inez Albuquerque; Webmaster: Alan Ribeiro. Endereço
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Quadra 514, Edifício Antaq, Conjunto E, Asa Norte –
Brasília-DF; CEP: 70760-545. Telefone: (61) 3447-2737.
Fax: (61) 3447-1040.asc@antaq.gov.br |
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