Murillo Barbosa completa quatro anos como diretor da ANTAQ

Foram quatro anos como diretor da ANTAQ. Durante esse período, Murillo Barbosa pôde contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do transporte aquaviário brasileiro.

ANTAQ autoriza empresa do grupo EBX a construir terminal em Itaguaí

A Diretoria da ANTAQ autorizou a LLX Sudeste Operações Portuárias Ltda., companhia do grupo EBX, do empresário Eike Batista, a construir e explorar um terminal de uso privativo, na modalidade de uso misto, na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ). O terminal vai se chamar Porto Sudeste e movimentará minério de ferro.

 
 
 
 
Murillo Barbosa completa quatro anos como diretor da ANTAQ
 
ANTAQ

Foram quatro anos como diretor da ANTAQ. Durante esse período, Murillo Barbosa pôde contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do transporte aquaviário brasileiro.

Barbosa marcou sua gestão com importantes avanços para o setor. Na navegação marítima e de apoio, o diretor da ANTAQ contribuiu para a revisão de todas as normas relacionadas às áreas de outorga e afretamento de embarcações.

Em relação à navegação interior, o diretor considera que a criação de uma superintendência específica para tratar dos assuntos relativos ao setor foi a principal decisão tomada por essa gestão. “A partir da criação da superintendência, a ANTAQ passou a dedicar especial atenção aos temas afetos ao transporte de passageiros e cargas”, ressaltou.

Barbosa defendeu a existência de uma marinha mercante própria e em condições de atender às necessidades do país
 

No setor portuário, também houve importantes avanços nos últimos quatro anos. O principal deles foi a realização do primeiro Plano Geral de Outorgas (PGO), decorrentes das disposições advindas do Decreto nº 6.620, de 2008.

Durante sua gestão, Murillo Barbosa sempre defendeu as hidrovias. Para o diretor da ANTAQ, o Brasil possui uma importante malha hidroviária, que é pouco explorada e que é capaz de contribuir para a solução dos sérios gargalos logísticos. “Entendo que é prioritário lembrar da importância do transporte aquaviário para o país. Além disso, a ANTAQ procura contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas para o desenvolvimento hidroviário”, aponta.

Murillo Barbosa também sempre defendeu a existência de uma marinha mercante própria e em condições de atender às necessidades do país. “A história demonstra que as marinhas mercantes fortes estão relacionadas às nações que dependem do mar para assegurar desenvolvimento econômico e social, segurança interna e manutenção da soberania nacional”, ressalta.

Quem é

Murillo de Moraes Rego Corrêa Barbosa nasceu em 12 de novembro de 1944. Assumiu uma das diretorias da ANTAQ em 19 de julho de 2006. Casado, é mineiro de Santos Dumont.

Antes de assumir uma das diretorias da ANTAQ, Barbosa fez carreira militar na Marinha do Brasil. Começou em 1967. Passou por todos os postos da carreira até ser promovido a vice-almirante em 2001. Em 2005, foi transferido para reserva remunerada.

Barbosa possui um extenso currículo de cursos. Entre os quais, destacam-se: mestrado e doutorado em Ciências Navais, curso de Comando e Estado-Maior e curso de Política e Estratégia Marítima, ambos na Escola de Guerra Naval.

Barbosa exerceu, também, os seguintes cargos: subchefe da Marinha da Casa Militar da Presidência da República, assessor parlamentar do ministro da Marinha, subchefe do gabinete do ministro da Marinha, subchefe de Organização do Estado-Maior da Armada, assessor especial do ministro da Defesa, diretor do Departamento de Política e Estratégia do Ministério da Defesa, entre outros.

O vice-almirante, ao longo de sua carreira, recebeu diversas condecorações: Medalha Militar de Ouro (passador de platina), Mérito Tamandaré, Ordem do Rio Branco (grau de oficial), Ordem do Mérito Naval (grau de grande oficial), Ordem do Mérito Aeronáutico (grau de comendador), Ordem do Mérito da Defesa (grau de comendador), entre outras.

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ANTAQ autoriza empresa do grupo EBX a construir terminal em Itaguaí
 

A Diretoria da ANTAQ autorizou a LLX Sudeste Operações Portuárias Ltda., companhia do grupo EBX, do empresário Eike Batista, a construir e explorar um terminal de uso privativo, na modalidade de uso misto, na Ilha da Madeira, em Itaguaí (RJ). O terminal vai se chamar Porto Sudeste e movimentará minério de ferro.

O projeto da LLX Sudeste prevê investimentos de até US$ 740 milhões, com previsão de movimentação de 50 milhões de toneladas de minério por ano, que poderá dobrar numa segunda etapa. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2011.

No estudo de viabilidade técnica apresentado pela empresa à ANTAQ, a carga própria movimentada pelo Porto Sudeste corresponderá a 64%, enquanto cargas de terceiros responderão pelo restante da movimentação. O minério de ferro a ser escoado é o produzido pela MMX, empresa de mineração do mesmo grupo EBX.

No mesmo estudo, prevê-se taxa interna de retorno em 17%, a considerar somente a operação do terminal com cargas próprias, taxa que sobe a 23%, se incluída a movimentação de cargas de terceiros.

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ANTAQ aprova ampliação de terminal da Vale no Maranhão
 

A diretoria da ANTAQ autorizou a ampliação do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís, operado pela mineradora Vale. A Agência publicou no dia 1º de março a autorização no Diário Oficial da União, seção 1, p. 130.

A Vale entrou com pedido para implantar o Píer IV e aumentar o Pátio I de estocagem. A empresa apresentou toda a documentação exigida para outorga da autorização, menos a certidão de cessão de uso oneroso de espaço físico em águas públicas, emitida pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

Por esta razão, a mineradora poderá dar início às obras de implementação do Píer IV e de ampliação do Pátio I de estocagem, na forma dos projetos que apresentou à ANTAQ, mas só poderá dar início à atividade econômica na parte off shore após comprovar a obtenção, junto à SPU, da cessão de uso oneroso de espaço físico em águas públicas.

A autorização da ampliação do Terminal de Ponta da Madeira ocorreu por aditamento ao contrato de adesão MT/DPH nº 004/1994. De acordo com o diretor-geral da ANTAQ Fernando Fialho, o novo píer vai gerar mais empregos no Maranhão, que se consolidará como grande pólo de exploração mineral.

"Trata-se de um conjunto de obras que vai permitir a atracação dos maiores navios graneleiros do mundo, tornando ainda mais importante o Complexo Portuário do Itaqui (MA)", disse Fialho.

Investimentos

O investimento está estimado em R$ 386,0 milhões e elevará a capacidade de exportação de granéis sólidos pelo terminal para cerca de 100 milhões de toneladas por ano, habilitando a instalação para receber os maiores navios graneleiros em operação no mundo, o Berge Stal (356 mil toneladas) e o Chinamax (400 mil toneladas), simultaneamente, em seu futuro píer.

Prevê-se a geração de 2,6 mil empregos diretos e indiretos durante a obra de implantação do Píer 4, e 300 empregos permanentes após a conclusão da obra, cuja implantação resultará no aumento de arrecadação da ordem de R$ 160 milhões para o Estado do Maranhão.

A nova instalação (ponte de acesso medindo 1.620m, com dois píeres que totalizam 760m) se destinará exclusivamente ao embarque de cargas próprias da VALE S.A. (minério de ferro e manganês).

Dados sobre Ponta da Madeira

Denominado de Terminal Marítimo da Ponta da Madeira, o terminal localiza-se à margem leste da Baía de São Marcos, na ilha de São Luís e foi outorgado a então Companhia Vale do Rio Doce – CVRD em 25/11/1993, por meio do Contrato de Adesão nº 004/93, firmado com a União-Ministério dos Transportes, destinado à movimentação e/ou armazenagem de mercadorias próprias e de terceiros pelo seu Píer 1. Posteriormente, a empresa foi autorizada pela ANTAQ a ampliar o terminal mediante implantação do Pier 3, em junho de 2004.

O complexo marítimo dispõe atualmente de três píeres para a movimentação de suas cargas, sendo dois deles destinados ao embarque de 100% de cargas próprias - minério de ferro e manganês (Píers 1 e 3), e um (Pier 2), de uso público, localizado em área arrendada pertencente à EMAP, e utilizado no embarque de soja, ferro gusa e cobre (cargas terceiros).

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Fialho recebe homenagem da embaixada da Holanda
 
ANTAQ

O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, recebeu, no dia 2 de março, na sede da Agência, em Brasília, uma homenagem da embaixada da Holanda. Fialho foi agraciado com um certificado pelos relevantes serviços prestados à cooperação entre os dois países na área do transporte aquaviário, das mãos do adido econômico da embaixada dos Países Baixos no Brasil, Hubertus Sleegers. O diretor-geral da ANTAQ é uma das mil personalidades internacionais agraciadas com o certificado, das quais apenas sete são brasileiras.

Ao receber o certificado, Fialho se disse honrado e agradeceu em nome de todos que compõem a Agência. “Fico feliz por estar recebendo esta homenagem, mas ela não é só para mim, mas para toda a ANTAQ”, destacou.

O diretor-geral da Agência (E) e Hubertus Sleegers, adido econômico da embaixada dos Países Baixos
 

A homenagem é inusitada e envolve a concessão do título de propriedade de uma obra de arte que foi concretizada em um grande banco vermelho, instalado às margens do rio Rijn (Reno), próximo a Amsterdã. O banco compõe a belíssima paisagem do lugar, de onde as pessoas poderão contemplar uma vista panorâmica do maior rio da Holanda. O diretor da Agência, Tiago Silva, também participou da solenidade.

As relações entre o governo da Holanda e a ANTAQ se iniciaram há quatro anos, quando Fialho foi empossado pela primeira vez no cargo. Desde então, a cooperação se intensificou, culminando com a realização, no Brasil, do Seminário sobre Hidrovias Brasil-Holanda, em março de 2009, bem como de uma série de encontros entre comitivas dos dois países para troca de experiências e cooperação técnica na área do transporte hidroviário interior.

Projetos

Atualmente, os holandeses estão trabalhando em três projetos de cooperação na área do transporte aquaviário, no país. O mais adiantado deles prevê a cooperação, com o governo do Rio Grande do Sul, no transporte de contêiner por rio entre Porto Alegre e Rio Grande.

Os outros dois projetos são para realização de consultorias: uma no Estado do Pará, visando o desenvolvimento das hidrovias locais, e, outra, para subsidiar ações do plano estratégico nacional das hidrovias, do Ministério dos Transportes.

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ANTAQ apresenta sistema para agilizar processo de arrendamento portuário
 

A ANTAQ apresentou, no dia 2 de março, para as autoridades portuárias, um sistema que agilizará os processos de arrendamento nos portos. A reunião aconteceu na sede da Agência, em Brasília, e contou com representantes da Companhia Docas do Pará, da Companhia das Docas do Estado da Bahia, da Companhia Docas do Espírito Santo, entre outros.

De acordo com o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, o objetivo do sistema é dar mais celeridade nos arrendamentos. “É preciso valorizar os portos públicos, aumentar a oferta de áreas e também as oportunidades para os empresários”, ressaltou Fialho.

De acordo com o gerente de Portos Públicos, Jair Galvão, “o sistema será ferramenta essencial e obrigatória para a elaboração, apresentação e análise de estudos de viabilidade técnica relativos a projetos de arrendamento de áreas e instalações portuárias encaminhados à Agência pelas autoridades portuárias.”

Em breve, o sistema estará disponível no site da ANTAQ. Em 5 de março, a Agência realizou o cadastramento de usuários das autoridades portuárias. Em 16 de março, a diretoria da ANTAQ formalizará a obrigatoriedade de utilização do sistema. No dia seguinte, já haverá a exigência da apresentação dos estudos de viabilidade técnica com relatórios gerados pelo sistema.

Galvão ressaltou os benefícios do sistema: “Padronização da elaboração, da apresentação e da análise dos estudos de viabilidade técnica; obrigatoriedade da apresentação de dados com acesso, identificação e consulta mais fáceis; e possibilidade de arquivamento das etapas de elaboração do projeto. O sistema ainda critica a inconsistência e ausência de dados essenciais, além de dispensar a apresentação de várias versões impressas até a aprovação do estudo.”

De acordo com o gerente de Portos Públicos, o sistema ainda contribuirá para maior publicidade e transparência dos projetos dos estudos de viabilidade técnica e aumentará a autonomia das autoridades portuárias. “O sistema aumentará também a confiabilidade das informações e o processo de arrendamento caminhará mais rápido”, ressaltou Galvão.

O diretor Tiago Lima, que também participou da reunião, ressaltou que o sistema “é mais um produto que a ANTAQ oferece ao setor aquaviário com o objetivo de agilizar o trâmite dos processos.” Lima lembrou, também, da produtividade da Agência, que vem editando e revisando normas de interesse do transporte aquaviário brasileiro.

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ANTAQ aprova edital de licitação para área do Porto do Recife
 

A diretoria da ANTAQ aprovou o edital de licitação para o Porto do Recife proceder o arrendamento da área não-operacional para o empreendimento Complexo Integrado Comercial, Hoteleiro, de Convenções e Exposições. A Agência publicou, no dia 1º de março, a aprovação no Diário Oficial da União, na seção 1.

Divulgação
ANTAQ
A previsão de investimento é de R$ 108 milhões na área do Porto do Recife

O arrendatário que vencer a licitação poderá explorar a área por 25 anos, renováveis por mais 25 anos. A previsão de investimento é de R$ 108 milhões.

Em dezembro de 2007, o Porto do Recife S/A encaminhou à ANTAQ o estudo de viabilidade técnica, econômica e financeira, o termo de referência e as minutas de edital e contrato de arrendamento, todos relativos ao arrendamento da área não-operacional para o empreendimento. O Porto do Recife atendeu as solicitações técnicas e procedeu, ao longo do processo, diversas revisões no estudo de viabilidade.

A área técnica da ANTAQ se manifestou pela primeira vez em junho de 2008. No parecer, a Agência requereu modificações nos valores mínimos de arrendamento e no percentual do faturamento mínimo e concluiu que, após as modificações sugeridas, o Porto do Recife reunia elementos suficientes para aprovação do estudo de viabilidade.

Depois disso, a ANTAQ submeteu os autos à Procuradoria-Geral, que se manifestou no sentido de que as minutas do edital e o contrato necessitavam de ajustes e complementações. O Porto do Recife atendeu as solicitações, fazendo com que o setor jurídico da Agência não encontrasse obstáculo na aprovação do edital de licitação.

Em maio de 2009, a autoridade portuária submeteu à análise uma versão revisada do estudo de viabilidade, termo de referência, edital e contrato. Os setores técnico e jurídico da Agência aprovaram a documentação e, por fim, o edital de licitação.

De acordo com o diretor Tiago Lima, que foi o relator do processo, foi necessário fazer várias diligências ao Porto do Recife. “Para aprovar um projeto, é preciso ter toda a documentação. Essa documentação deve estar vigente com a legislação que rege o setor portuário brasileiro”, ressaltou o diretor.

Tiago Lima lembrou que o complexo terá hotel, centro de convenções, marina e escritórios empresariais. “Depois da homologação da licitação, ou seja, quando a licitação tiver um vencedor, todo o complexo terá de estar funcionando em cinco anos. Vale ressaltar que esse funcionamento pode ser gradativo. Por exemplo, se, em dois anos, o hotel tiver sido totalmente construído, já poderá receber os hóspedes”, disse Lima.

Com a aprovação do edital, cabe ao governo de Pernambuco enviar o documento ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que o órgão dê sua chancela. A expectativa é que o edital fique no TCU por apenas 30 dias, pois já foi amplamente discutido.

Outras licitações

Em 2010, a Agência já havia aprovado o edital de licitação e a minuta do contrato de arrendamento de instalações portuárias em Santos e Imbituba. No porto santista, a licitação é para arrendamento do terminal de granéis líquidos, que hoje é administrado pela Vopak, e, no porto catarinense, para o terminal de fertilizantes e ração animal.

Nos dois casos, a empresa que oferecer a maior proposta pela oportunidade de negócio assinará um contrato de concessão de 25 anos, prorrogáveis por mais 25 anos.

No ano passado, a Agência aprovou o edital de licitação para o Terminal de Granéis Vegetais, localizado à margem esquerda do Porto de Santos. Em 2008, a ANTAQ aprovou o edital e a minuta do contrato de arrendamento para licitação do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), também em Santos.

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Agência aprova arrendamentos em Santos e Imbituba
 
ANTAQ

A Diretoria colegiada da ANTAQ aprovou, em reunião do dia 9 de fevereiro, o edital de licitação e a minuta do contrato de arrendamento de instalações portuárias em Santos e Imbituba. No porto santista, a licitação é para arrendamento do terminal de granéis líquidos, que hoje é administrado pela Vopak, e, no porto catarinense, do terminal de fertilizantes e ração animal.

Nos dois casos, a empresa que oferecer a maior proposta pela oportunidade de negócio assinará um contrato de concessão de 25 anos, prorrogáveis por mais 25 anos.

Em Santos, o vencedor da licitação terá de arcar com investimentos de pelo menos R$ 10,8 milhões e desembolsar R$ 33,8 milhões para pagamento da infraestrutura existente. O novo

A expectativa é que os leilões dos terminais em Santos e Imbituba (foto) ocorram já em abril
 
arrendatário deverá pagar ainda à Codesp, mensalmente, R$ 2,5 por tonelada movimentada e valor patrimonial de R$ 2,5 por metro quadrado usado.

Já em Imbituba, a empresa vencedora terá de fazer um investimento mínimo de R$ 17,8 milhões, além de desembolsar R$ 2,52 por tonelada movimentada e R$ 0,84 por metro quadrado usado.

Os processos aprovados pela ANTAQ serão encaminhados para análise do Tribunal de Contas da União (TCU), e a expectativa é que os leilões possam ocorrer já no mês de abril.

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Publicada no D.O.U. norma sobre Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4)
 
ANTAQ

A ANTAQ publicou, no dia 17 de fevereiro, no Diário Oficial da União, Seção 1, a norma sobre autorização para construção, exploração e ampliação de Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte – IP4, aprovada pela Diretoria da Agência, através da Resolução nº 1.590-ANTAQ, de 9 de fevereiro de 2010. A IP4 é a instalação destinada às operações portuárias de movimentação de passageiros, de mercadorias ou ambas, na navegação interior.

Segundo a norma, a construção, ampliação e exploração de IP4 somente será autorizada a estados ou municípios. Contudo, poderá ser transferida à iniciativa privada, com a prévia autorização da ANTAQ e mediante a realização de processo licitatório. O estado ou município autorizado poderá constituir uma empresa pública, de acordo com a legislação vigente, para atuar como interveniente na exploração da IP4.

A IP4 somente será autorizada a estados ou municípios. Sua transferência à iniciativa privada se dará por licitação
 

Não será autorizada a construção de Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte em área de porto organizado. E ainda que exploradas por estados ou municípios, são consideradas instalações federais e sempre serão de uso público.

Entre outros requisitos, a norma exige a existência de áreas de movimentação de passageiros separadas das áreas destinadas à movimentação e armazenagem de mercadorias. A IP4 deverá ainda possuir plataforma para embarque e desembarque e instalações para venda de passagens e atendimento, inclusive para prestar informações e receber sugestões e reclamações, bem como deverá garantir acessibilidade para passageiros e tripulantes com necessidades especiais ou com mobilidade reduzida.

De acordo com a norma, as instalações de acostagem, inclusive a plataforma de embarque e desembarque de passageiros, poderão ser compartilhadas por passageiros e mercadorias desde que estejam fisicamente separadas, atendidas as normas de segurança e prioridade na movimentação de passageiros.

A entrada em operação da IP4 fica condicionada à emissão, pela ANTAQ, de Termo de Liberação de Operação, após vistoria técnica, apresentação da licença de operação emitida, quando for o caso, pelo órgão ambiental competente, e certificação pelo Corpo de Bombeiros da segurança das instalações.

São obrigações da autorizada, entre outras, fornecer informações sobre a movimentação de cargas e passageiros; manter as condições de segurança física e operacional; operar a IP4 de acordo com a legislação, com as normas regulamentares e com o Contrato de Adesão; e manter a continuidade do serviço, salvo interrupção causada por caso fortuito ou motivo de força maior.

A íntegra da norma de IP4 está disponível no site da Agência (www.antaq.gov.br), clicando-se na “Resolução 1.590”, que está no link “legislação” (portos).

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ANTAQ suspende transporte irregular de passageiros na Amazônia
 
ANTAQ

A ANTAQ interditou seis empresas que operavam irregularmente linhas de transporte de competência da Agência em rios da Amazônia. A ação faz parte do plano da ANTAQ para coibir operações irregulares e ampliar o número de prestadores de serviço autorizados no transporte longitudinal de passageiros e misto na região.

Inicialmente, as ações se concentraram em Manaus e Porto Velho, com a interdição de quatro embarcações que operavam irregularmente nas linhas Manaus/Santarém, Manaus/Oriximiná, Manaus/Juriti e Manaus/Alenquer, e de duas embarcações com operação não autorizada pela Agência nas linhas de Porto Velho/Manaus e Porto Velho/Manicoré.

Estima-se que mais de um milhão de pessoas utilizam o transporte fluvial em viagens interestaduais, por ano, na região
 

Ainda como resultado dessa primeira fase, a Agência baniu três operadores piratas que iniciaram suas operações durante a implementação do plano de interdição, totalizando nove interdições.

Por outro lado, a ação redundou no pedido de regularização de uma das empresas interditadas e na obtenção da autorização por outro operador irregular.

Na próxima etapa, prevista para começar em março, as ações se concentrarão nas empresas que operam irregularmente linhas da Agência nos estados do Pará e Amapá.

Estão na mira da ANTAQ 11 embarcações, pertencentes a oito operadores, nas rotas Belém/Macapá, Santarém//Macapá, Portel/Macapá, Vitória do Xingu/Macapá, Afuá/Macapá e Chaves/Macapá.

Preparação do plano

A principal preocupação dos técnicos da Agência na preparação do plano de interdição foi com os impactos da medida para os usuários. Segundo o gerente de Fiscalização da Navegação Interior da ANTAQ, Luiz Eduardo Alves, a prioridade foi garantir a continuidade da prestação do serviço, dentro de padrões de qualidade e segurança. “Por isso foram interditadas, no máximo, duas empresas em cada linha”, informou.

De acordo com Alves, o foco do plano são as empresas sem qualquer tipo de autorização e que mesmo convocadas reiteradamente pela Agência não se regularizaram: “O transporte irregular é injusto com as outras empresas e ruim para os usuários. Nossa intenção não é prejudicar ninguém, mas, sim, assegurar a prestação de um serviço de qualidade e regulamentado”, acrescentou.

Para o gerente da ANTAQ, não é exagero dizer que as estradas são os rios da Amazônia. Ele estima que mais de um milhão de pessoas fazem uso do transporte fluvial em viagens de média e longa distância, por ano, na região.

As regras para outorga de autorização para prestação de serviço de transporte de passageiros e misto na navegação interior de percurso longitudinal, interestadual e internacional estão disciplinadas em norma aprovada pela Resolução nº 912-ANTAQ, de 23 de novembro de 2007.

Perfil do setor

Segundo levantamento das Unidades Administrativas Regionais da ANTAQ em Belém, Manaus e Porto Velho, 59 embarcações irregulares operam o serviço de transporte longitudinal de passageiros e misto nos três estados.

Juntas, as linhas que ligam Manaus a Santarém, Oriximiná, Juriti e Alenquer têm capacidade de transportar até 3.500 passageiros por semana e 2,7 mil toneladas de carga. Nas duas linhas que partem de Porto Velho, com destino a Manaus e Manicoré, por sua vez, podem viajar semanalmente até 1.350 passageiros e serem transportadas 1,5 mil toneladas de carga.

Já nas seis linhas que partem de Belém, de Santarém, Portel, Vitória do Xingu, Afuá e Chaves, no Pará, com destino à capital do Amapá, a oferta de passagens é suficiente para atender até 3.550 passageiros por semana.

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ANTAQ lança livro sobre hidrovias brasileiras
 

A ANTAQ, em conjunto com a Marinha do Brasil, lançou no dia 3 de fevereiro, o livro “Estadas d'água: As hidrovias do Brasil”. O livro contém informações técnicas e imagens artísticas dos principais rios do país, distribuídos em 140 páginas.

A cerimônia de lançamento foi realizada no Clube Naval de Brasília e contou com a presença de diversas autoridades, como o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, o comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Júlio Soares de Moura Neto, e dos diretores da ANTAQ, Fernando Fialho, Murillo Barbosa e Tiago Lima.

Em prefácio à obra, a ministra chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, lembrou que “as vantagens do transporte aquaviário vão da economia de combustível à menor emissão de poluentes na atmosfera, passando pela maior eficiência energética”.

A ministra ressaltou ainda que os investimentos no modal têm retorno mais rápido na comparação com os demais modos de transporte e que, do ponto de vista ambiental, “a implantação de hidrovias produz impacto irrelevante, devido à menor utilização do solo e à leve interferência na flora e na fauna nativas”.

Dilma ressaltou também que o PAC “está investindo R$ 1,5 bilhão na construção de duas eclusas no complexo de Tucuruí, na dragagem e no derrocamento das hidrovias Paraná Paraguai, do São Francisco e do Tocantins, além da construção de 39 terminais fluviais na região amazônica”.

O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, agradeceu o apoio das diversas entidades que colaboraram para a execução do projeto e elogiou o livro “pela qualidade dos textos e pela beleza das imagens”, que apresentam aos brasileiros “o potencial dos nossos rios, que por ora, pouco são explorados”.

Fialho destacou o grande esforço da ANTAQ para incluir as hidrovias nos planos de desenvolvimento nacional, seguindo a orientação das políticas traçadas pelo Ministério dos Transportes e em parceria com diversos órgãos, entidades e representantes da comunidade marítima brasileira.

De acordo com o diretor, “a logística de transporte não pode ser excludente, mas complementar e participativa, para que todos saiam ganhando. Rodovias, ferrovias e hidrovias precisam operar integradas para que estejam à altura do desenvolvimento tecnológico e da produtividade das indústrias e do agronegócio brasileiro”.

Durante a solenidade, o comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto, registrou a satisfação da Marinha do Brasil em ter participado do projeto. Além disso, o comandante destacou o papel que a Marinha desempenha em defesa das hidrovias e em prol do crescimento sustentável do país.

Para a realização do livro, confeccionado pela editora Action, a ANTAQ com o apoio do Ministério dos Transportes, das administrações hidroviárias, do Departamento Hidroviário do Governo do Estado de São Paulo, da Superintendência das Hidrovias e Portos do Estado do Rio Grande do Sul, da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), dos militares da Marinha, além do patrocínio da Confederação Nacional dos Transportes, do Grupo Wilson e Sons e das empresas brasileiras de navegação Aliança, Log-in, Bertolini, e Hermasa e da Transpetro.

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Março-Abril/2010

  • Seminário Sistema Hidroviário da Baixada Santista – Santos (SP) – 04 e 05 de março – Informações: yedda-seport@santos.sp.gov.br ou (13) 3221-959-09

  • Brazil 2010, BTG Pactual Eleventh Annual CEO Conference –– São Paulo (SP) – 09, 10 e 11 de março – Informações: www.btgpactual.com/ceoconf

  • Intermodal South America – Feira Internacional de Transporte, Logística e Comércio Internacional – São Paulo (SP) – de 06 a 08 de abril – Informações: www.intermodal.com.br – Contatos: intermodal@ubmbrazil.com.br ou (11) 4689-1935

Expediente
Navegando a notícia é uma publicação mensal da Assessoria de Comunicação Social da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Diretor-Geral da ANTAQ: Fernando Antonio Brito Fialho - Diretor: Tiago Pereira Lima- Chefe da Assessoria de Comunicação Social: Cláudia Resende; Redação - Jorge Lúcio Pinto, Rodrigo Duhau e Rodrigo Vasconcelos; Revisora: Maria Inez Albuquerque; Webmaster: Alan Ribeiro. Endereço - SEPN – Setor de Edifícios Públicos Norte Quadra 514, Edifício Antaq, Conjunto E, Asa Norte – Brasília-DF; CEP: 70760-545. Telefone: (61) 2029-6500.asc@antaq.gov.br