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Diretor-geral aponta os desafios do setor portuário no Santos Export
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Reduzir custos; gerir os espaços nos portos públicos para melhor aproveitamento; compatibilizar a operação portuária com a preservação ambiental; e atender a crescente demanda do comércio internacional brasileiro. Esses são, de acordo com o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, os desafios do sistema portuário nacional.
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| "Hidrovia Teles Pires-Tapajós é estratégica para escoar grãos do Mato Grosso", diz Tokarski |
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O gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou, durante encontro sobre logística, no Mato Grosso, que a implantação da Hidrovia Teles Pires-Tapajós é estratégica para o escoamento da produção de grãos da região norte do Estado. “Mas ainda há muito a ser feito para viabilizar a navegação nos dois rios que cortam o Estado, como a construção de eclusas”, observou o gerente da ANTAQ.
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Diretor-geral aponta os desafios do setor portuário no Santos Export |
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Reduzir custos; gerir os espaços nos portos públicos para melhor aproveitamento; compatibilizar a operação portuária com a preservação ambiental; e atender a crescente demanda do comércio internacional brasileiro. Esses são, de acordo com o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, os desafios do sistema portuário nacional.
Divulgação |
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Fialho ressaltou que a Agência sempre trabalha pelo estabelecimento de regras claras
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Fialho participou, no dia 26 de agosto, do Santos Export 2009 – Fórum Nacional para Expansão do Porto de Santos. O diretor-geral da ANTAQ foi um dos debatedores da mesa-redonda: O futuro do sistema portuário e do Porto de Santos - (manutenção da SEP ou criação do Ministério de Logística; estrutura pública federal; revisão do marco regulatório portuário e aduaneiro; e agências reguladoras).
O diretor-geral lembrou aos participantes que a ANTAQ vem trabalhando na revisão das Resoluções 55 e 517. A primeira trata sobre arrendamento de áreas e instalações portuárias destinadas à movimentação e armazenagem de cargas e ao embarque e desembarque de passageiros. Já a segunda, que se encontra em audiência pública, aborda a autorização para a construção, a exploração e a ampliação de terminal portuário de uso privativo.
Fialho ressaltou que um dos papeis da agência reguladora é a edição de normas. Além desse, a autarquia deve fiscalizar e arbitrar, conceder outorgas, elaborar estudos e estabelecer integração com outros órgãos e entidades. “Elaboramos o Plano Geral de Outorgas, que identificou áreas prioritárias para instalação de portos públicos ou áreas concentradoras de terminais de cargas. Em relação à integração, estabelecemos parcerias com a SEP, a ANA, a Marinha, entre outros”, ressaltou o diretor-geral, referindo-se à Secretaria Especial de Portos e à Agência Nacional de Águas.
Para o secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que palestrou sobre as medidas do governo paulista contra a crise mundial, a ANTAQ e as demais agências reguladoras têm um papel importante na regulação e na fiscalização. “A agência reguladora é fundamental para o estabelecimento de marcos regulatórios para áreas estratégicas, como a do setor portuário”, afirmou.
Regras claras
Fialho ressaltou, ainda, que a Agência sempre trabalha pelo estabelecimento de regras claras; previsibilidade das ações; equilíbrio na arbitragem de conflitos; garantia dos direitos dos investidores; garantia de serviços adequados aos usuários; estímulo à concorrência; e fiscalização mais efetiva.
O diretor-geral lembrou, também, que a ANTAQ defende o transporte aquaviário, já que é mais barato e mais eficiente do que os outros modais, além de ser ecologicamente correto. “Por ser mais barato, há redução de custos e, portanto, os produtos brasileiros ganha mais competitividade. Sem falar que o modal aquaviário emite menos CO2 do que os outros modais.”
ABTP
O diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Mantelli, concordou com o diretor-geral da ANTAQ no ponto em que a redução de custos é um dos desafios do sistema portuário nacional. Para fundamentar sua opinião, Mantelli informou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou pesquisa com 900 empresas. Dessas, 41,5% apontaram os custos portuários e aeroportuários como entrave à expansão das exportações.
Além disso, o diretor-presidente da ABTP afirmou que, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), se os fretes para os portos fossem reduzidos em 10%, haveria aumento de 40% nas vendas para o exterior.
Mantelli elogiou, ainda, a diretoria da ANTAQ por convocar a sociedade para participar de audiências públicas sobre os temas relacionados ao transporte aquaviário. “As melhorias só acontecem se houver uma pressão positiva. Por isso, é importante a participação da sociedade”, afirmou. A ANTAQ, somente em 2009, já realizou seis audiências públicas e uma está em andamento (referente à proposta de norma para outorga de autorização para a construção, a exploração e a ampliação de terminal portuário de uso privativo).
O diretor-presidente da ABTP ressaltou, também, a importância das eclusas. “Sem eclusas, as futuras gerações ficarão sem hidrovias. Os rios ficam subaproveitados”, afirmou.
A diretoria da ANTAQ vai ao encontro dessa opinião. De acordo com a Agência, os projetos de construção de hidrelétricas devem prever as eclusas. Isso fará com que as hidrovias produzam energia elétrica e sejam navegáveis.
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"Hidrovia Teles Pires-Tapajós é estratégica para escoar grãos do Mato Grosso", diz Tokarski |
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O gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou, durante encontro sobre logística, no Mato Grosso, que a implantação da Hidrovia Teles Pires-Tapajós é estratégica para o escoamento da produção de grãos da região norte do Estado. “Mas ainda há muito a ser feito para viabilizar a navegação nos dois rios que cortam o Estado, como a construção de eclusas”, observou o gerente da ANTAQ.
Divulgação |
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Região atendida pela Teles Pires-Tapajós é responsável pela produção de 12 milhões de toneladas de grãos por ano
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Tokarski representou a Agência no Fórum de Logística e Renda e na Bienal dos Negócios da Agricultura, que reuniram, no dia 21 de agosto, em Cuiabá, empresários, especialistas e autoridades dos governos federal e estadual. Os dois eventos foram promovidos pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato), Federação das Indústrias (FIEMT) e pela Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja/MT), entre outras entidades empresariais que integram o Movimento Pró-Logística.
O gerente da ANTAQ acredita que os investimentos nas hidrovias permitirão, se forem feitos, uma economia de R$ 1 bilhão em subsídios, que são gastos todos os anos pelo governo federal para escoar a safra agrícola. Segundo Tokarski, o custo de uma hidrovia em comparação com uma rodovia é pelo menos seis vezes menor, já que não há a necessidade de reparos, além de no meio fluvial haver menos acidentes e menos poluição.
O gerente da ANTAQ lembrou que, por sua dimensão territorial, o Estado de Mato Grosso demanda várias saídas para escoamento da produção. “A produção do Estado é crescente e, por isso, a implantação de vários modais é imprescindível. E os modais mais eficientes são as ferrovias e hidrovias”, defendeu.
Tokarski informou que atualmente a hidrovia mais utilizada pelo Estado é a do Madeira, utilizada para transportar a soja e o milho produzidos na região do Sapezal. “Contudo, ela não atende completamente a produção do Estado, daí porque a necessidade de mais hidrovias funcionando”, afirmou. Hoje, nenhum volume do Estado é transportado pela Hidrovia do Tocantins-Araguaia, que poderia levar a produção da região do Araguaia, Água Boa e Vila Rica, informou o gerente.
Segundo Tokarski, o governo federal investiu quase 1 bilhão de reais na conclusão das eclusas de Tucuruí. “As eclusas deverão estar prontas no final deste ano e entrarão em operação de testes em março de 2010. Isso possibilitará a franca navegação até Marabá, no Pará, beneficiando a região do Araguaia (MT), que poderá escoar sua produção pela BR-158 até Marabá e de lá saindo pela Hidrovia do Tocantins-Araguaia”, finalizou.
Movimento Pró-Logística
Estudo lançado recentemente pelo Movimento Pró-Logística, formada por entidades do setor produtivo mato-grossense, revela que a região beneficiada pela Hidrovia Teles Pires-Tapajós, que abrange 38 municípios, é responsável pela produção de 12 milhões de toneladas/ano de grãos, representando 43% do volume estadual. A área agrícola soma 2,707 milhões de hectares, o equivalente a 42% da área total do Estado.
Com relação ao impacto dessa hidrovia nos custos do frete, o estudo mostra que o desembolso atual para transportar uma tonelada de grão é de US$ 90 e que com a hidrovia baixaria para US$ 27, queda de 70%. Para escoar toda a produção, os custos anuais que, hoje, são de US$ 1,322 bilhão, baixariam para US$ 397 milhões, gerando uma economia de US$ 925 milhões.
O estudo também leva em consideração as vendas externas. A exportação de soja, por exemplo, saindo pela hidrovia proporcionaria um incremento de 64% nos embarques. Outro benefício do modal hidroviário é a menor emissão de gases poluentes na atmosfera. Enquanto que as rodovias mobilizam 343,6 mil caminhões, a hidrovia necessita de 2,044 mil comboios de quatro chatas.
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Tiago Lima recebe chefe de gabinete do presidente da Câmara Legislativa do DF |
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O diretor da ANTAQ, Tiago Lima, recebeu, nesta segunda-feira (24), a visita do chefe de gabinete do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Vicente Chelloti. Ex-deputado federal e ex-diretor-geral da Policia Federal, Chelloti estava acompanhado do consultor jurídico da Câmara, Dr. Zorando.
ANTAQ |
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Chelloti (E) e Lima (C). O visitante pediu o apoio da ANTAQ para a viabilização da Hidrovia do Tocantins-Araguaia
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Chelloti trouxe o apoio do atual presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente (DEM), à ANTAQ, pela atuação da Agência na valorização do modal hidroviário na matriz brasileira de transportes.
Falando em nome do agrobussiness do Centro-Oeste, solicitou o empenho da Agência na viabilização da Hidrovia do Tocantins-Araguaia, disponibilizando o legislativo brasiliense para apoiar ações que venham contribuir para o fortalecimento da hidrovia.
O chefe de gabinete aproveitou a ocasião para comunicar que a diretoria da ANTAQ será convidada a participar das solenidades comemorativas dos 50 anos da cidade, bem como da inauguração da nova sede da instituição, na Praça do Buriti.
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Fialho recebe visita do novo embaixador da Holanda |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, recebeu no dia 25 de agosto, na sede da Agência, em Brasília, a visita do novo embaixador dos Países Baixos (Holanda) no Brasil, Kees Rade. Kees estava acompanhado do adido econômico da embaixada, Hubertus Sleegers, e dos ministros-conselheiros, Frans van Rÿn e Marijka van Drunen Littel. De saída do Brasil, Marijka irá ocupar um posto de representação em Bombaim, na Índia. O chefe de gabinete da ANTAQ, Ênio Dias, também acompanhou a audiência.
ANTAQ |
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A partir da esquerda, Marijka, Fialho e Kees. Fialho propôs maior integração empresarial entre os dois países
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Ao recepcionar o novo embaixador, o diretor-geral da ANTAQ destacou a necessidade de maior integração com países onde o uso das águas para a navegação é mais intensivo, como a Holanda.
Fialho explicou que, no Brasil, apesar do grande potencial hídrico, a navegação interior ainda é pouco utilizada para o transporte. “Nessa área, ainda temos muito o que fazer”, disse, lembrando que no Brasil só 7% das cargas agrícolas são transportadas pelas hidrovias, enquanto que nos Estados Unidos 75% das cargas do setor são transportadas através do complexo do Mississipi.
Com o auxílio de um mapa multimodal, o diretor da ANTAQ mostrou a Kees os principais projetos de transportes em andamento no país. Fialho indicou que a implantação de hidrovias como a Teles Pires-Tapajós e Araguaia Tocantins irá facilitar o caminho para escoamento da produção do Centro-Oeste até os principais portos. De acordo com o diretor da ANTAQ, só o Estado do Mato Grosso produz 25 milhões de toneladas de soja por ano e a perspectiva é produzir 50 milhões de toneladas em 2015.
A questão ambiental também foi destaque na visita do embaixador holandês. Fialho lembrou que a navegação não é um vilão da emissão de CO2, como se alardeou no passado. E afirmou que “as grandes emissões de dióxido de carbono são dos veículos”.
O diretor da ANTAQ lembrou que com a multimodalidade e o uso mais intensivo das hidrovias na logística de transportes (o Plano Nacional de Logística de Transportes – PNLT prevê um aumento da participação do modal aquaviário na matriz brasileira dos Transportes dos atuais 13% para 29% em 2025), o país reduzirá sensivelmente a emissão de CO2 na atmosfera.
Perguntado pelo embaixador Kees sobre como a Holanda poderia se tornar parceira do Brasil no setor, Fialho respondeu que os dois países devem ampliar a integração empresarial em logística de transportes. “Nós já temos uma ligação muito forte, mas ela pode ser ainda maior”, avaliou. E como forma de concretizar essa ligação, o diretor da ANTAQ propôs que se faça um levantamento das principais empresas brasileiras e holandesas para estabelecimento de contatos.
Ao final do encontro, Fialho entregou aos membros da comitiva holandesa exemplares do livro Portos e Terminais Marítimos do Brasil, que tem prefácio da ANTAQ, além de outros materiais institucionais da Agência, entre os quais a cartilha para orientação sobre os direitos e deveres dos passageiros de embarcações e um CD-Rom com um levantamento detalhado sobre as principais hidrovias brasileiras.
Encontro na Holanda
De 31 de agosto a 4 de setembro, uma comitiva brasileira, chefiada pela ANTAQ, fará uma série de visitas técnicas aos sistemas hidroviário e portuário holandês. Além de representantes da Agência, a comitiva será integrada por representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), da Secretaria Especial de Portos, da Agência Nacional de Águas e da Marinha do Brasil.
A delegação brasileira visitará os Portos de Roterdã e de Amsterdã, e conhecerá centros de treinamento dedicados à atividades marítimas e portuárias e o Instituto de Pesquisa Marítima (Marin), em Wageningen, uma pequena cidade universitária dos Países Baixos.
Em março último, a ANTAQ realizou o primeiro seminário sobre hidrovias envolvendo os dois países. Durante o encontro, os governos do Brasil e da Holanda firmaram um protocolo de cooperação técnica nas áreas de transporte marítimo, de navegação interior e de logística em geral.
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Diretoria da ANTAQ se reúne com autoridades da Codeba |
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Os diretores da ANTAQ, Fernando Fialho, Murillo Barbosa e Tiago Lima, visitaram, durante os dias 17 e 18 de agosto, os portos de Salvador e de Aratu, na Bahia. Acompanhados pelo superintendente de Portos, Giovanni Paiva, pelo gerente de Portos Públicos, Jair Galvão, e pelo especialista em Regulação Roberto Padilha de Benevolo, os dirigentes se reuniram com o novo presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), José Muniz Rebouças, e demais diretores, para discutirem os futuros investimentos da entidade.
Atualmente, a Codeba investe cerca de R$ 50 milhões nos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus. A preocupação da companhia é executar investimentos que acompanhem a crescente expansão na movimentação de cargas, além de tornar seus portos atrativos para investimentos privados. “É nosso objetivo investir na modernização do sistema portuário baiano”, disse Rebouças, diretor-presidente empossado em 10 de agosto.
Na oportunidade, a comitiva da ANTAQ participou da inauguração das duas novas plantas de ETBE, bioaditivo produzido pela Braskem, no Polo Industrial de Camaçari. As plantas produzirão ETBE, um produto para a gasolina produzida a partir de matéria-prima renovável. O projeto de implantação das novas unidades, orçado em R$ 100 milhões, foi lançado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, e pelo presidente da Braskem, Bernardo Gradin.
Antes da solenidade, os diretores da ANTAQ se reuniram com o governador Jaques Wagner e com a presidência da Braskem, que apresentou uma proposta de investimento para ampliação da capacidade do Porto de Aratu em parceria com as empresas Ultracargo e Log-in. Orçado em R$ 400 milhões, o empreendimento prevê a ampliação da capacidade de armazenamento, modernização do terminal, além de intervenções nos sistemas de transporte rodoviário e ferroviário que ligam o Porto de Aratu ao Polo Industrial de Camaçari.
Para Jaques Wagner, essa proposta contribuirá para o resgate do setor portuário da Bahia. “O estado não possui investimentos suficientes para ampliar e modernizar seus portos, por isso temos dificuldade de dar celeridade ao andamento das obras de acordo com a necessidade da indústria baiana que a cada dia vem nos demandando”, avaliou.
A proposta ainda será submetida à Codeba e à ANTAQ. O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, disse que um investimento desse porte certamente contribuirá para o crescimento econômico da Bahia. “A ANTAQ vai trabalhar junto com a Codeba para avaliar este projeto e os demais que surgirem, sempre com o foco de decidir sobre o empreendimento que for melhor para o porto e para o estado da Bahia”, comentou Fialho.
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| Tiago Lima é recebido em audiência pelo senador Fernando Collor |
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O diretor da ANTAQ, Tiago Lima, foi recebido no dia 19 de agosto pelo senador Fernando Collor, em audiência no gabinete do parlamentar. Na oportunidade, Lima entregou um exemplar do livro Portos e Terminais Marítimos do Brasil, que tem prefácio da ANTAQ. A publicação é ricamente ilustrada e contém informações sobre a localização, infraestrutura atual e potencial de expansão dos principais portos brasileiros.
O diretor da Agência também entregou ao parlamentar dois textos: um sobre o Plano Geral de Outorgas (PGO) do Setor Portuário, elaborado pela ANTAQ e pelo Centro de Excelência em Engenharia de Transportes (Centran), e outro sobre as contribuições da autarquia para subsidiar a legislação que disciplinará a concessão de novos portos públicos à iniciativa privada. |
Cartilha e cartaz da campanha |
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Sobre o PGO, o diretor explicou que o estudo levantou aspectos macroeconômicos, associados a investimentos correntes, que permitirão aos agentes públicos e investidores privados ter uma visão integrada do sistema portuário e dos demais modais de transporte, com base em fluxos de carga que consideram cenários até 2023. O Plano identificou 19 áreas, subdivididas em 45 micro-áreas, que poderão receber novos portos ou ampliar os já existentes.
A audiência presencial se dará no dia 18 de agosto de 2009, das 14h às 17h, no Auditório da ANTAQ, no endereço Edifício ANTAQ, Térreo, SEPN - Setor de Edifícios Públicos Norte Quadra 514, Conjunto E, Asa Norte - Brasília-DF, CEP: 70760-545.
Lima colocou-se ainda à disposição do senador para, junto com os demais diretores da ANTAQ, apresentar, na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, da qual Collor é o presidente, um panorama geral sobre os investimentos no setor portuário brasileiro e sobre as perspectivas de crescimento do transporte aquaviário.
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ANTAQ faz audiência pública presencial para discutir proposta de norma para TUPs
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A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) realizou, no dia 19 de agosto, audiência pública presencial sobre a proposta de norma para outorga de autorização para a construção, a exploração e a ampliação de terminal portuário de uso privativo, que substituirá a Resolução Nº 517, de 2005.
Participaram da audiência representantes de entidades empresariais, dos usuários, dos terminais privativos e de órgãos do governo, entre outros. A audiência foi conduzida pelo superintendente de Portos da ANTAQ, Giovanni Paiva, com auxílio do secretário-geral, Aguinaldo Teixeira, o gerente de Terminais de Uso Privativo, Rivaldo Dantas, o gerente de Regulação Portuária, Fernando Fonseca e a procuradora da ANTAQ, Maria de Lourdes Araújo.
O presidente da Associação de Mineradores da Serra Azul (Amisa) e presidente da ArcelorMittal Serra Azul, José Francisco Viveiros defendeu que a ANTAQ tenha acesso às planilhas de custo dos operadores dos terminais portuários e garanta que todos os usuários tenham acesso aos mesmos serviços nos terminais de uso privativo misto. “Seria interessante também que os donos das cargas pudessem acompanhar mais de perto o embarque e desembarque”, disse Viveiros.
O advogado Benjamin Gallotti lembrou que os Estados da Federação não podem ter portos públicos, que pertencem à União, mas podem solicitar concessão de outorga para construir e operar terminais de uso privativo, no regime de direito privado. “Mas para isso, a definição de carga própria não deve ser aquela que pertence ao Estado, mas aquela cuja movimentação o Estado tem interesse político-administrativo de estimular”, disse o advogado, que defendeu uma definição de carga própria diferenciada para os Estados.
O assessor jurídico da Gerdau, Walmir de Castro Braga se contrapôs à sugestão de Viveiros, porque, para ele, as medidas propostas pelo presidente da Amisa representariam “uma intervenção indevida na liberdade de iniciativa, que poderia distorcer o mercado”.
O presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, Wilen Mantelli parabenizou a ANTAQ pela iniciativa de promover a audiência pública. “As audiências são instrumentos importantes, porque permitem que a comunidade seja ouvida e é um processo pedagógico por meio do qual a Agência pode colher subsídios para defender tanto o usuário quanto o investidor”, afirmou Mantelli. O presidente da ABTP, no entanto, criticou o excesso de burocracia na apresentação de documentados solicitados na concessão da outorga.
Giovanni Paiva lembrou aos participantes que o encerramento da audiência pública não-presencial foi adiado do dia 21 de agosto para o dia 8 de setembro. Até lá, os participantes da audiência presencial e demais interessados poderão enviar suas contribuições por escrito, pela internet, por fax ou pelo correio.
Proposta de norma
Um dos principais pontos que serão modificados na proposta de norma que substitui a Resolução Nº 517 é o relativo ao caráter eventual e subsidiário das cargas movimentadas no TUP. A norma inserirá ainda dispositivos sobre os estaleiros e atividades de apoio offshore, com o propósito de fixar regras claras para os dois setores.
Prevê-se ainda a possibilidade de transferência da titularidade da outorga do TUP, caso haja alterações no regime de sociedade da outorgada ou na hipótese de fusão ou aquisição da titular por outra empresa. “Se a nova empresa atender a todos os critérios previstos no instrumento de outorga, poderá manter sua titularidade”, explicou o superintendente de Portos.
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| Agência recebe nova direção da ABTP |
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Os diretores da ANTAQ, Fernando Fialho, Murillo Barbosa e Tiago Lima, receberam, no dia 19 de agosto, na sede da Agência, em Brasília, a nova direção e o novos conselheiros da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP). Além do encontro com os diretores da Agência, os representantes da ABTP vieram participar da audiência pública presencial sobre terminal de uso privativo (TUP).
De acordo com os diretores da ANTAQ e os representantes da ABTP, as duas instituições trabalham para que o setor portuário seja mais dinâmico e mais previsível. “As decisões da ANTAQ sempre privilegiaram a previsibilidade”, destacou Fialho. |
Diretores da ANTAQ e representantes da ABTP discutem setor portuário |
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O diretor-geral da Agência afirmou, ainda, que até o final do ano haverá mudanças no processo de arrendamento de terminais portuários. “Essas mudanças servirão para que as decisões da ANTAQ em relação ao setor se tornem mais céleres”, garantiu Fialho.
Ele ressaltou, também, que os terminais portuários são ferramenta fundamental para a logística do país. “Os terminais são importantes para o desenvolvimento do país. Quanto mais serviços essas instalações oferecerem, melhor para o Brasil”, enalteceu Fialho, ressaltando a importância da concorrência no setor.
Fialho, Barbosa e Lima destacaram que a ANTAQ está de portas abertas para a ABTP. “Essas reuniões são importantes para trocas de experiências, que, com certeza, contribuirão para o desenvolvimento do setor portuário nacional”, afirmou Fialho.
ABTP
A Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede no Rio de Janeiro, fundada em 1989 para reunir empresas detentoras ou administradoras de terminais portuários, de uso exclusivo, misto ou público.
Entre os objetivos da associação está o de defender os interesses dos associados junto a todas as esferas de governo e coordenar, em nível nacional, ações empresariais voltadas para o avanço do processo de modernização dos portos. “Somos referência do setor portuário no contato com o governo”, apontou o presidente do Conselho Deliberativo da ABTP, Humberto Ramos de Freitas.
Conselho Deliberativo da ABTP
- Presidente – Humberto Ramos de Freitas (Vale)
- Vice-presidente – Carlos Eduardo Bueno Magano (Cosan Operadora Portuária S.A.)
- Titular – Edmundo Paes de Barros Mercer (Vale)
- Titular – Antonio José Bacelar Teixeira (Gerdau Açominas S.A.)
- Titular – Ricardo do Santos Buteri (Ultrafértil S.A.)
- Titular - Carlos Gilberto Marques (Portocel)
- Titular – José Luiz Glaser (Cargill Agrícola S.A.)
- Titular – Davi Emery Cade (Sepetiba Tecon S.A.)
- Titular – Antônio Carlos Duarte Sepúlveda (Santos Brasil S.A.)
- Titular – Italino Staniscia Filho (Terminal de Granéis do Guarujá S.A.)
- Conselho Fiscal da ABTP
- Titular – Elizabeth Akemi Ishii Kodato (Tequimar)
- Titular – João Roberto Zamboni (Hermasa)
- Titular – Mário Cozza (Fertisanta)
- Diretoria
- Diretor-presidente – Wilen Manteli (ABTP)
- Vice-presidente: Roberto Oliveira Pinto de Almeida (Vale)
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| Companhia Docas do Ceará homenageia diretor-geral da ANTAQ |
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No dia 14 de agosto, o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, foi homenageado com a Medalha Mérito Portuário Virgílio Távora, durante solenidade realizada pela Companhia Docas do Ceará (CDC), em comemoração aos 70 anos de construção do Porto de Mucuripe, em Fortaleza.
Instituída neste ano, a medalha tem como objetivo agraciar pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do Porto de Mucuripe. Além do diretor da ANTAQ, foram agraciados o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito; o governador do Ceará, Cid Gomes; o deputado federal Ariosto Holanda e os ex-presidentes da Companhia Docas do Ceará, Raul Cabral de Sá e Coronel Lívio Silva de França, esse último representado pelo coronel Adalto Ribeiro. Na cerimônia, foi lançado o carimbo comemorativo dos correios alusivo ao aniversário do porto.
O diretor-presidente da CDC, Sérgio Novais, destacou que a companhia vive um de seus melhores momentos, reflexo dos investimentos em execução no porto. “Atualmente são investidos cerca de R$ 100 milhões nas obras de dragagem de aprofundamento e na construção do Centro Vocacional Tecnológico Portuário. O governo federal, ao criar a Secretaria Especial de Portos, reafirmou o compromisso assumido com a sociedade brasileira de tornar o país cada vez mais competitivo e estrategicamente mais eficiente. Os recursos alocados e as obras em andamento são uma realidade tanto no Porto de Mucuripe quanto em vários outros portos espalhados no Brasil”, enfatizou Novais.
Em seu pronunciamento, Fialho mencionou os desafios que o setor portuário brasileiro já superou graças às ações concretas que os diversos agentes do setor vêm realizando. “Precisamos ser muito mais ousados e capazes de reinventar todos os dias para superarmos desafios, alcançarmos nossas metas e, principalmente, fazer o país crescer. Os servidores da Docas do Ceará são um bom exemplo a ser seguido. O trabalho em equipe influencia de forma positiva na tomada de decisões da diretoria da CDC, que a cada dia vem colocando o complexo portuário do Ceará em destaque no cenário nacional”, frisou Fialho.
Agraciados
O ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, recebeu a homenagem pelos robustos investimentos liberados para os portos brasileiros ao longo dos dois anos de criação da SEP. Vale destacar a elaboração do Plano Nacional de Dragagem, que inicialmente beneficia 20 portos do país, inclusive o Porto de Mucuripe.
O governador do Ceará, Cid Gomes, deflagrou diversas ações em benefício ao estado como, por exemplo, a instalação da refinaria de petróleo na região. Essa medida contribuirá com o crescimento do porto. Vale destacar, ainda, que a CDC foi o primeiro órgão federal a integrar o projeto do governo do estado - Cinturão Digital -, proporcionando melhorias na tecnologia da informação. Além disso, a implantação de parques eólicos no litoral cearense contribuíram significativamente com o aumento da movimentação de cargas no Porto de Mucuripe.
O deputado federal Ariosto Holanda é o autor da emenda constitucional que garantiu à Companhia Docas do Ceará recursos para a construção do Centro Vocacional Tecnológico Portuário (CVT).
O coronel Lívio Silva de França assumiu a presidência da CDC em abril de 1975 até agosto de 1990. Depois desse período, assumiu o cargo de diretor-técnico até setembro de 1995. Dentre suas realizações destacam-se a implantação da área de informática no porto; dragagem e aprofundamento do porto para dez metros; modernização de equipamentos e a construção do armazém A-5, do cais pesqueiro e do píer petroleiro. Além disso, contribuiu para transformar o Porto de Fortaleza em um dos maiores polos moageiros do país.
O coronel Lívio Silva de França assumiu a presidência da CDC em abril de 1975 até agosto de 1990. Depois desse período, assumiu o cargo de diretor-técnico até setembro de 1995. Dentre suas realizações destacam-se a implantação da área de informática no porto; dragagem e aprofundamento do porto para dez metros; modernização de equipamentos e a construção do armazém A-5, do cais pesqueiro e do píer petroleiro. Além disso, contribuiu para transformar o Porto de Fortaleza em um dos maiores polos moageiros do país.
Raul Cabral de Sá foi o primeiro presidente da CDC, exercendo o cargo por dez anos (1965 a 1975). Na sua gestão, foram inaugurados o armazém A-3 e a estação de passageiros no Porto de Mucuripe.
A Medalha
A Medalha Mérito Portuário carrega o nome do engenheiro, militar e político de larga carreira dedicada ao desenvolvimento do estado do Ceará, Virgílio Távora, considerado uma das lideranças mais influentes e importantes do país. Exerceu por três vezes o mandato de deputado federal e por duas vezes foi governador e senador do Ceará. Também comandou o Ministério de Viação e Obras Públicas. Em mais de 40 anos dedicados à vida pública, foi responsável direto por importantes transformações realizadas no Ceará. Sob sua gestão, o estado viveu intenso progresso econômico, com a vinda de energia elétrica de Paulo Afonso, a construção do sistema rodoviário cearense e do sistema de telecomunicações e o início da implantação do distrito industrial e da rede de abastecimento de água em Fortaleza. Exerceu papel fundamental para o setor portuário cearense ao contribuir com a criação da Companhia Docas do Ceará e com as obras estruturantes do Porto do Mucuripe.
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| ANTAQ pretende desenvolver trabalho sobre custos dos portos em parceria com Exército |
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A ANTAQ, em parceria com o Exército Brasileiro, pretende desenvolver trabalho sobre custos operacionais e de investimentos para empreendimentos portuários. O estudo terá como objetivo subsidiar as Gerências de Portos Públicos, de Terminais de Uso Privativo e de Regulação Portuária da ANTAQ nas análises de pleitos de outorga em portos organizados e em TUPs.
Para apresentar a necessidade da ANTAQ em elaborar esse trabalho, o superintendente de Portos, Giovanni Paiva, e os gerentes Jair Galvão, Rivaldo Dantas e o especialista em Regulação Mário Povia se reuniram no Instituto Militar de Engenharia, no Rio de Janeiro, com o general Amir Abdala e seu corpo técnico, além de integrantes do Centro de Excelência em Engenharia de Transportes (Centran).
No dia 4 de agosto, representantes da ANTAQ visitaram o Centro de Formação de Recursos Humanos em Transporte (Ceftru). Nessa reunião, foi discutida a modelagem dos estudos de viabilidade técnico-econômica para os arrendamentos. O Ceftru, criado em 1996, é um centro multidisciplinar de Ciência e Tecnologia em Transportes, ligado à Universidade de Brasília (UnB), mas que possui estrutura técnico-administrativa própria.
Participaram do encontro Paiva e Galvão, além dos especialistas em Regulação, Marcos Paulo Bogossian e Samuel Ramos. A coordenadora-geral do Ceftru, Yaeko Yamashita, e sua equipe técnica recepcionaram os representantes da ANTAQ. “A modelagem já existe, mas uma ratificação por um órgão do Ceftru a tornará mais consolidada”, afirmou Galvão.
Ainda em agosto, técnicos do IME e Ceftru estarão na ANTAQ para detalhar os programas de trabalho dos estudos e apresentarão suas propostas para realizá-los. “Temos recebido cobrança da Diretoria para investirmos em estudos que permitam tratar a atividade portuária mais adequadamente e com celeridade”, afirmou Paiva.
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| ANTAQ encaminhará à Bélgica temas para capacitação de servidores |
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A ANTAQ encaminhará, em breve, à Embaixada da Bélgica, uma lista de temas para capacitação de servidores. A solicitação foi feita pelo embaixador da Bélgica no Brasil, Claude Misson, que visitou os diretores Fernando Fialho, Murillo Barbosa e Tiago Lima, no dia 11 de agosto.
Os treinamentos serão realizados na Europa e ficarão sob a responsabilidade do Centro de Treinamento do Porto de Antuérpia (Apec). A instituição atua há cerca de 20 anos na formação e treinamento de portuários belgas. “Pretendemos fazer um convênio de capacitação bilateral”, afirmou o embaixador.
A ideia é apresentar uma proposta de assuntos para os próximos cinco anos. Outros órgãos deverão ser convidados para participar das capacitações, entre eles a Secretaria Especial de Portos. “É muito importante para os servidores ter uma capacitação internacional”, apontou Fialho.
Durante a reunião, os diretores ressaltaram a importância de se investir em hidrovias. Isso porque o modal hidroviário, entre outras vantagens, é ecologicamente ambiental. “Investir em hidrovias é mitigação ambiental, pois precisamos das nascentes dos rios e de matas ciliares para a implementação das hidrovias”, lembrou Fialho.
Barbosa ressaltou o potencial hidroviário brasileiro. “Nosso potencial só perde para a Rússia. Temos muita água para navegar.”
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| Falta investir mais em hidrovias, dizem diretores da ANTAQ, ANA e DNIT |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot e o diretor-presidente da ANA, José Machado abriram, no dia 11 de agosto, o seminário "Perspectivas para o Desenvolvimento da Hidrovia do Tocantins-Araguaia", no auditório do Ministério dos Transportes, em Brasília. Participaram ainda da mesa de abertura, o comandante Arthur Oliveira, da Capitania Fluvial do Araguaia-Tocantins e o coordenador das obras de engenharia da eclusa de Tucuruí, Valdo Costa Neto, engenheiro da Eletronorte.
Em seus pronunciamentos, Fialho, Pagot e Machado ressaltaram a necessidade de que os planos para implementação e revitalização do transporte hidroviário saiam dos discursos e sejam postos em prática. Na visão dos três, boas ideias sobram, mas os recursos são escassos. "Devemos finalizar a eclusa de
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(E-D) Machado (ANA), Pagot (DNIT), Oliveira (Marinha), Costa Neto (Eletronorte) e Fialho (ANTAQ). |
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Tucuruí em 2010. Mas isso é muito pouco e vem com muito atraso. Há mais de 20 anos que iniciamos a construção dessa eclusa. E precisamos de outras tantas para tornar a hidrovia do Tocantins plenamente navegável", disse Pagot, para quem a construção das eclusas de Lajeado (TO) e Estreito (MA) são de vital importância para a navegação interior na região.
O diretor-geral da ANTAQ sugeriu que propostas orçamentárias para dar novo impulso ao transporte fluvial saíssem prontas do Ministério dos Transportes para discussão no Legislativo. "Não podemos esperar que a iniciativa parta exclusivamente dos parlamentares. Há anos, os recursos são insuficientes. É preciso apresentar uma proposta concreta, que tem de partir daqui, que é a casa do transporte no Brasil", disse Fialho, referindo-se ao Ministério dos Transportes.
Machado fez coro com os colegas da ANTAQ e do DNIT e acrescentou que o trabalho conjunto é necessário para assegurar o uso múltiplo das águas, sem detrimento de nenhum setor. "Empreendimentos hidrelétricos tem de contemplar a navegação e o lazer. Recentemente, a ANA baixou uma resolução que obrigava as usinas a montante do Tocantins a viabilizar as praias. A geração de energia não pode prejudicar o lazer dos goianos e tocantinenses. Do mesmo modo, não pode prejudicar a navegação, a economia regional e nacional", ponderou o diretor-presidente da ANA.
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| Diretor-geral defende integração porto-município em evento na cidade de Santos |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, defendeu, durante o 17º Congresso Nacional de Municípios Portuários, uma maior integração porto-cidade. O evento, realizado em Santos (SP), teve como tema O Município na Gestão Portuária.
De acordo com Fialho, o Brasil tem crescido no mercado internacional e cerca de 90% das importações e das exportações brasileiras passam pelos portos nacionais. “O setor portuário é fundamental para a economia do Brasil. Por isso, a integração entre as atividades dos portos e as atividades das cidades portuárias é importante. Se o porto cresce, o município cresce junto”, destacou o diretor-geral, que participou da abertura do evento.
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Papa e Fialho: trabalho em parceria para melhorar a integração porto-cidade |
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Fialho lembrou que o governo federal vem trabalhando para o crescimento da integração porto-cidade. “Um dos exemplos disso foi a criação da Secretaria Especial de Portos, que contribui para destravar os gargalos do setor portuário brasileiro e, por consequência, para desenvolver as cidades portuárias.”
O diretor-geral destacou, ainda, que, se possuir uma infraestrutura portuária desenvolvida, o município terá mais riquezas e mais empregos. “A ANTAQ sempre trabalha para incrementar a integração porto-cidade”, apontou Fialho, que discursou para diversos prefeitos, representantes de companhias docas, parlamentares, empresários e demais agentes do setor portuário.
O prefeito de Santos, João Paulo Papa, que também participou do evento, destacou que os portos são sinônimos de desenvolvimento. “Os portos são a porta do país para o mundo. O que acontece nos portos brasileiros reflete no mundo inteiro”, ressaltou.
Papa enalteceu que, para se alcançar uma maior intregração porto-cidade, é fundamental que as comunidades locais participem das discussões sobre o setor. Ele ressaltou, ainda, que é preciso pensar em projetos mais modernos para os portos, mas sem se esquecer da proteção ao meio ambiente.
Fundo
O prefeito de Paranaguá (PR), José Baka Filho, pediu a aprovação pelo Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição (24/2009), de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR), que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento dos Municípios Portuários. O texto encontra-se na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.
De acordo com o prefeito de Paranaguá, é preciso mobilizar as bancadas federais dos estados para agilizar a aprovação da PEC. “Esse fundo melhoraria a infraestrutura portuária e favoreceria a integração da atividade portuária com os municípios”, disse.
Caso a PEC seja aprovada, o caput do art.159 da Constituição Federal passaria a vigorar com mais um inciso. Nesse inciso, constaria que do produto da arrecadação do imposto sobre importação de produtos estrangeiros, 2% se destinariam para os municípios onde se localizam os portos. Isso seria uma das fontes de recursos para o fundo.
“As prefeituras municipais precisam de um reforço financeiro para o atendimento às demandas derivadas da localização de um porto no município. Por isso, é necessária a criação de um fundo, com 2% da arrecadação do Imposto de Importação, para o financiamento da manutenção, melhoria, ampliação e modernização da infraestrutura, serviços públicos e assistência social, cuja demanda é pressionada pela presença do porto no município”, apontou o senador Osmar Dias, em sua justificação para a PEC.
Saiba mais
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento dos Municípios Portuários terá, se aprovado, os seguintes objetivos:
-reforçar a capacidade financeira dos governos municipais para atender à demanda social derivada das atividades portuárias;
-assegurar que o impacto das atividades portuárias sobre a infraestrutura urbana e os serviços públicos não implique perda de qualidade de vida para a população da cidade;
-fornecer os meios financeiros aos governos municipais para propiciar um contexto favorável às atividades portuárias.
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| ANTAQ recebe representantes de Itajaí (SC) para discutir situação do porto e da mão-de-obra |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho e os diretores Murillo Barbosa e Tiago Lima presidiram, no dia 05 de agosto, uma reunião com a senadora Ideli Salvatti (PT/SC) e representantes do porto de Itajaí (SC), dos trabalhadores, da iniciativa privada e políticos do município catarinense para discutir a situação do porto (em especial, da mão-de-obra), afetado gravemente pelas chuvas intensas em Santa Catarina, no ano passado. O porto de Itajaí, o maior do Estado, era responsável pelo transporte de 60% da carne no Brasil e o segundo na movimentação de contêineres.
Para Salvatti, é preciso equacionar rapidamente o problema do porto catarinense. “A angústia da situação que se arrasta agrava-se com a disputa no sistema portuário da foz do rio Itajaí”, disse a senadora, referindo-se à disputa entre o porto de Itajaí, público, e o terminal da Portonave em Navegantes (SC), privado. As duas cidades são separadas pelo rio Itajaí.
Segundo a senadora, houve uma transferência da economia de Itajaí para a Portonave. “Itajaí movimentava mais de 25 mil contêineres mensalmente, contra 10 mil da Portonave, que agora movimenta 20 mil, contra 8 mil de Itajaí”, afirmou Salvatti.
O ex-prefeito de Itajaí Volnei Morastoni reforçou a importância do porto para a economia da cidade. Disse que o porto é responsável por 70% da economia local e que a média mensal de movimentação de contêineres caiu de um patamar em torno de 30 mil para menos de 10 mil. “Isso afeta toda a cidade. Padarias, farmácias, açougues, lojas estão fechando. É preciso uma solução urgente”, disse.
Morastoni acrescentou ainda que a cidade não pode parar em benefício de uma única empresa, em referência à Portonave. “Não podemos esperar para resolver a questão da mão-de-obra só depois da reconstrução dos berços e da dragagem. O problema é urgente”.
Saul Airoso da Silva, presidente do Sindicato dos Estivadores de Itajaí e da Intersindical, afirmou que trabalhadores, que recebiam bons salários, hoje vivem de cestas básicas e com auxílio do sindicato. “Há alguns anos, Itajaí perdeu seu aeroporto e sua ferrovia. Não podemos agora perder também o porto. Enquanto não resolvemos essa situação, precisamos garantir que os trabalhadores possam trabalhar no terminal de Navegantes, recebendo o mesmo pagamento, com isonomia”, defendeu Silva.
A diretoria da ANTAQ assegurou aos presentes que acompanhará o caso de perto e de maneira efetiva, com o objetivo de encontrar rapidamente uma solução que preserve o interesse público e iniba a competição predatória.
Participaram ainda da reunião o representante da Secretaria Especial de Portos, Arthur Horta, o deputado federal João Mattos (PMDB/SC), os vereadores Nikola Reis (PT) e Douglas Cristino (DEM), entre outros.
Histórico
Em outubro de 2008, a diretoria da ANTAQ decidiu a disputa entre o OGMO de Itajaí e a empresa Portonave, que administra um terminal de uso privativo (TUP) misto em Navegantes. De acordo com a decisão, a empresa deve requisitar ou contratar trabalhadores portuários avulsos registrados junto ao Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO).
Raul Cabral de Sá foi o primeiro presidente da CDC, exercendo o cargo por dez anos (1965 a 1975). Na sua gestão, foram inaugurados o armazém A-3 e a estação de passageiros no Porto de Mucuripe.
Na época, a polêmica girou em torno da localização do TUP: se o terminal estivesse dentro da área do porto organizado, a Portonave seria obrigada a contratar trabalhadores registrados junto ao OGMO; se estivesse fora, a empresa poderia contratar trabalhadores sob regime celetista.
Os diretores da ANTAQ entenderam então que, embora as instalações terrestres do terminal de uso privativo misto venham a localizar-se, no futuro, fora da área do porto organizado de Itajaí (SC), “as operações portuárias de transbordo de mercadoria do navio serão processadas na infra-estrutura aquaviária mantida pelo referido porto público, a qual integra a sua área de porto organizado”.
A empresa ficou assim sujeita aos termos do Art. 26 da Lei Nº 8.630, de 1993, segundo o qual “o trabalho portuário de capatazia, estiva, conferência de carga, conserto de carga, bloco e vigilância de embarcações, nos portos organizados, será realizado por trabalhadores portuários com vínculo empregatício a prazo indeterminado e por trabalhadores portuários avulsos”.
A diretoria entendeu, ainda, que “a autorização outorgada pelo Contrato de Adesão MT/DP Nº 098/2001, ratificada pelo Termo de Autorização Nº 096-ANTAQ, equipara e habilita a Portonave como o operador portuário do seu terminal de uso privativo”. Essa decisão dispensa a empresa de se pré-qualificar como operadora junto à Autoridade Portuária que, no entanto, “tem competência para fiscalizar as operações portuárias realizadas pelo terminal na infra-estrutura aquaviária mantida pelo porto público”.
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| ANTAQ participa de reunião do convênio Brasil-Chile sobre transporte marítimo |
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O Rio de Janeiro sediou, nos dias 3 e 4 de agosto, a 16ª Reunião de Autoridades Marítimas do Brasil e do Chile, no âmbito do convênio entre os dois países sobre transportes marítimos. A reunião foi solicitada pelo Brasil e teve o propósito de iniciar conversações para a revisão do texto do convênio, assinado entre os dois países em 1974.
A ANTAQ foi representada pelos diretores Murillo Barbosa e Tiago Lima, pela superintendente da Navegação Marítima e de Apoio, Ana Maria Canellas, pelo assessor Internacional, Paulo Vasconcellos, e pelo gerente de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Marítima e de Apoio, Wagner Moreira. A delegação brasileira foi integrada também por representantes dos ministério dos Transportes e das Relações Exteriores e da Marinha.
Para o Brasil, a proposta de revisão do convênio, apresentada conjuntamente pela ANTAQ e pelo Ministério dos Transportes, é necessária, uma vez que o documento foi assinado há 35 anos, em outra conjuntura econômica e com outras regras, que não estão mais em vigor.
Ao final dos debates, as delegações acertaram uma nova reunião, que deverá acontecer em até 60 dias, para examinar a proposta.
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| Diretor-geral defende valorização da cabotagem para a geração de empregos |
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O diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, defendeu a valorização da navegação de cabotagem para a geração de empregos. Fialho compôs a mesa de abertura do 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira. O evento foi realizado pela Agência e pelo Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), nos dias 12 e 13 de agosto.
Divulgação |
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Autoridades compuseram a mesa de abertura: debate para a formulação de propostas sobre a cabotagem nacional |
O diretor-geral lembrou que o desenvolvimento da cabotagem é fundamental para o aumento da eficiência logística e para a defesa do meio ambiente. “Cada modal deve ser usado para os trechos em que é mais eficiente”, disse Fialho, citando, além do aquaviário, o rodoviário e o ferroviário. “Essa eficiência deve ser relacionada ao meio ambiente, à economia e à eficiência energética”, apontou. Fialho ressaltou, ainda, que a navegação de cabotagem deve ser qualificada e oferecer serviços que beneficiem a sociedade.
Além de Fialho e dos diretores da ANTAQ, Murillo Barbosa e Tiago Lima, compuseram a mesa de abertura o presidente do Syndarma, Hugo Figueiredo, o almirante-de-esquadra da Marinha, Julio Soares de Moura Neto, o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos (SEP), Pedro Brito, e o presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, Jaime Martins (PR-MG).
Para Brito, o evento é o mais importante do setor no ano. “A produção da economia depende da competitividade da cabotagem”, ressaltou ele, afirmando que é preciso que o país defenda a sua marinha mercante e a sua navegação de cabotagem.
Brito fez, ainda, uma comparação entre a cabotagem e o transporte rodoviário. “A cabotagem tem menor frete, maior confiabilidade na entrega da mercadoria, menor poluição, maior eficiência energética do que o modal rodoviário. Além disso, a partir de trechos de 500km, a cabotagem é mais eficiente”, disse.
Syndarma
Para o presidente do Syndarma, Hugo Figueiredo, a valorização da cabotagem contribuirá para uma matriz de transporte mais equilibrada, já que o país é rodoviarista. “As rodovias precisam de altos investimentos e o mar já está a nossa disposição, não requer dispêndio”, afirmou Figueiredo.
De acordo com Figueiredo, a cabotagem precisa de estabilidade em seus marcos regulatórios e de portos eficientes e competitivos. “Sem porto eficiente, não haverá desenvolvimento nem navegação de cabotagem”, apontou.
Para o secretário Marcelo Perrupato, o desenvolvimento da cabotagem só acontecerá com o esforço de todos os representantes do setor. “É preciso enfatizar que a navegação de cabotagem é mais eficiente sob todos os ângulos. O setor é importante, pois mais de 90% do que o Brasil exporta saem pelos portos”, lembrou.
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| Murillo Barbosa ressalta a importância da marinha mercante própria |
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O diretor da ANTAQ, Murillo Barbosa, detalhou, durante o 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira, as razões de se ter uma marinha mercante própria. Uma delas, de acordo com Barbosa, é que 96% das exportações brasileiras dependem do mar. Barbosa proferiu palestra sobre o tema “A Marinha Mercante Brasileira – desafios e a participação do Estado no seu desenvolvimento”.
Além dessa razão, o diretor da ANTAQ afirmou, ainda, que uma marinha mercante desenvolvida serve para controlar práticas abusivas de preços do transporte marítimo; para que a navegação marítima aja como catalisadora para o desenvolvimento de outros setores da economia nacional; para fortalecer a soberania nacional e para a geração de empregos.
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Murillo Barbosa: “O Brasil não está sozinho na proteção à cabotagem”
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Em relação à navegação de cabotagem, segundo Barbosa, a proteção do setor acontece em escala mundial. “Essa proteção serve para fortalecer a frota própria de cada país e para o controle da regulação do setor”, afirmou.
O diretor informou, ainda, que 40 países já restringiram a navegação de cabotagem a navios nacionais. Além disso, 17 países ampliaram subsídios diretos em favor da frota nacional. De acordo com Barbosa, Grécia, Alemanha, Estados Unidos e Noruega, entre outros, protegem suas respectivas cabotagens. “O Brasil não está sozinho na proteção da cabotagem”, disse.
Barbosa ressaltou, ainda, as potencialidades da cabotagem brasileira. “Temos uma extensa costa marítima dotada de portos e terminais, temos uma concentração ao longo da costa dos setores produtivo e consumidor brasileiros”, afirmou o diretor, lembrando que são claras as vantagens da cabotagem em relação ao modal rodoviário. “São vantagens sociais, ambientais e econômicas”.
O diretor apresentou, também, alguns desafios para o desenvolvimento do setor. Entre eles estão: o aperfeiçoamento das operações portuárias; diminuição dos custos do navio de bandeira brasileira; maior facilitação do transporte marítimo; renovação e ampliação da frota própria; e captação de novos mercados, como, por exemplo, produtos químicos, comércio atacadista e fabricação e montagem de veículos automotores.
Barbosa lembrou que a cabotagem no país é restrita às Empresas Brasileiras de Navegação, mas não há restrições ao capital estrangeiro. Ele afirmou que está otimista em relação ao desenvolvimento do setor. “A navegação de cabotagem do Brasil tem tudo para crescer, já que a economia do país também está crescendo.”
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| Log-in pretende investir R$ 1,4 bi na cabotagem até 2013, diz Mauro Dias |
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O presidente da Log-in Logística Intermodal, Mauro Oliveira Dias, apresentou, no dia 12 de agosto, a palestra "O Desenvolvimento do Transporte de Contêineres na Cabotagem Brasileira", durante o 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira.
Mauro Dias revelou que a Log-in pretende gastar R$ 1,4 bilhão até 2013, 69% apenas na aquisição e construção de novos navios. "Esses navios têm índice de nacionalização de 65% e foram desenvolvidos especificamente para a cabotagem brasileira".
Segundo o presidente da Log-in, a participação de mercado da cabotagem no setor de transporte de cargas é de 18%, contra 82% do modal rodoviário. "Portanto, há bastante espaço para crescer. E de fato, desde 1999, aumentados de 7 para 19 os navios de contêineres na cabotagem", disse.
Até 2011, a capacidade de transporte de contêineres na cabotagem deverá atingir 55,2 mil TEUs, mais que o dobro dos 23,5 mil TEUs registrados em 2007. "A partir do ano que vem, receberemos o primeiro navio que encomendamos. Nossa perspectiva é de crescimento acelerado", avaliou Mauro Dias.
De acordo com o executivo, para expandir ainda mais o mercado de cabotagem, é necessário fomentar uma cultura de utilização da intermodalidade, ampliar o volume de clientes, promover a migração de cargas soltas para cargas conteinerizadas e aumentar a eficiência dos outros modais. "A cabotagem não existe isoladamente, mas faz parte de uma cadeia, cuja eficiência tem de crescer como um todo".
Dias acredita que a competitividade da cabotagem em relação ao transporte rodoviário aumentará ainda mais com as crescentes exigências de controle da emissão de resíduos poluentes. "O setor de transportes é o principal responsável pelas emissões de dióxido de carbono, com 38% do total. O modal rodoviário é responsável por 88% das emissões do setor de transporte, contra 4% do aquaviário. As vantagens são evidentes", avaliou o presidente da Log-in.
O modelo de negócios da Log-in é baseado no sistema porta-a-porta e, para ser competitivo, depende de uma integração maior entre os modais, com redução de custo em cada um deles. "A movimentação de carga da cabotagem no porto é a única que é elástica ao preço. Se ele estiver alto, o dono da carga poderá optar pelo caminhão. Por isso, preço é vital para o setor", afirmou Dias, cuja empresa ampliou o volume de transporte intermodal na cabotagem de 43% do total em 2007, para 65%, em 2009.
Dias finalizou sua apresentação indicando soluções para superar os obstáculos ao desenvolvimento da cabotagem nacional. "Precisamos de novos terminais focados no atendimento à cabotagem, com área separada da movimentação de mercadorias do longo curso, redução de impostos sobre peças importadas sem substituto nacional e outras medidas que diminuam custos e aumentem nossa eficiência e competitividade", concluiu o empresário.
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| Cabotagem gera renda e tecnologia de modo sustentável, mas tributo e burocracia atrapalham, diz presidente da Global |
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A presidente da Global Transporte Oceânico S.A., Marianne von Lachmann, apresentou, no dia 12 de agosto, a palestra "A Navegação de Cabotagem na Visão dos Transportadores", durante o 1o Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira. Para participar de sua apresentação, Lachmann convidou Osvaldo Agripino de Castro Jr., pós-doutor em Regulação pela Kennedy School of Government, da Universidade Havard.
Lachmann e Castro Jr. centraram sua apresentação no valor da cabotagem para a economia brasileira, em três aspectos distintos, mas relacionados: geração de renda, crescimento sustentável e geração de conhecimento e tecnologia.
Segundo os apresentadores, só em 2008 o mercado de cabotagem contava com 150 embarcações, das quais 129 próprias e 21 afretadas, que movimentaram 162 milhões de toneladas e geraram uma receita bruta de frete de R$ 3,3 bilhões de reais (excluída a receita da Transpetro). "São 6,5 mil empregos diretos e 32,5 mil indiretos gerados por 33 empresas, que remetem R$ 250 milhões em divisas para o exterior", disse Lachmann. De acordo com a presidente da Global, os investimentos feitos na cabotagem são multiplicados por 24 na geração de divisas diretas e indiretas.
Em relação ao potencial de crescimento sustentável, Castro Jr. disse que o efeito multiplicador pode ser ainda maior. "Na verdade, ele é incomensurável. A cabotagem não só reduz o custo de transporte, mas emite menos poluentes e causa um número bem menor de acidentes. Por todas essas razões, as externalidades positivas produzidas pela cabotagem são incalculáveis", disse Castro Jr.
Outra externalidade positiva é a que resulta da circulação de conhecimento e novas tecnologias. Os centros de excelência em transportes devem ser envolvidos na elaboração de soluções logísticas inteligentes, defende Castro Jr. "Isso é vital inclusive para que, depois de ganharmos musculatura na cabotagem, partamos para conquistar uma participação maior no longo curso e conquistemos um lugar de destaque nas negociações da OMC sobre transporte marítimo", disse.
Marianne Lachmann destacou a importância da atuação das agências reguladoras para atingir esses objetivos. "As agências reguladoras são fundamentais para combater falhas não só de mercado, mas também de governo. Se fizermos o nosso dever de casa, poderemos dobrar a cabotagem nos próximos 5 anos".
Lachmann e Castro Jr. defendem a desoneração tributária e a desburocratização do setor. "EUA e Japão não tributam o frete, nem o combustível na cabotagem e requerem pouca documentação para as empresas que atuam no setor. Nossa carga tributária é elevada demais, e os procedimentos, muito burocráticos. Espero que no 2o Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira, já tenhamos resolvido boa parte desse problema", afirmou Lachmann.
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| Dirigente da Anut defende compra de navios novos em estaleiros nacionais |
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O vice-presidente executivo da Associação Nacional dos Usuários do Transporte Aquaviário (Anut), José Ribamar Dias, defendeu, durante palestra no 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira, no dia 12 de agosto, que a compra de navios novos no Brasil seja feita, por um certo período, exclusivamente em estaleiros nacionais. O encontro é promovido pela ANTAQ e pelo Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima – Syndarma.
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Segundo José Ribamar, crescimento da oferta do transporte de cabotagem ainda é pequeno para necessidades |
Ribamar acredita que a medida incentiva a construção naval brasileira, “hoje muito mais preparada do que no passado”. Esse preparo, segundo ele, se deve muito mais a esforços próprios, alcançados internamente, do que a políticas de governo destinadas a gerar uma eficiência tecnológica no setor. “A demanda gerada pela reserva de carga foi suficiente para criar o parque, mas não para ampliá-lo”, disse, lembrando que “os mirabolantes modelos de construção naval implantados em muitos países contribuíram decisivamente para impedir a expansão brasileira”.
O dirigente da Anut, que falou sobre a “Navegação de cabotagem na visão dos usuários do transporte aquaviário”, disse que houve um pequeno crescimento da oferta do transporte de cabotagem, no qual o maior demandante foi o setor siderúrgico, mas ainda pequeno para as necessidades.
Sobre a reserva de mercado para os armadores, lembrou que ela não vem contribuindo para a expansão da oferta de navios, nem próprios e nem afretados. E apontou dificuldades em atrair o interesse dos usuários, bem como a existência de fortes indícios de demanda reprimida. Para ele, há uma crença perniciosa no setor em um falso equilíbrio entre oferta e demanda, “que tem levado à estagnação da oferta”.
Entre os fatores que prejudicam a atratividade da cabotagem, Ribamar apontou as dificuldades impostas à aquisição de afretamentos de navios. Segundo ele, o demandante de transporte deve ter maior liberdade e poder ir à agência reguladora reclamar o direito de contratar diretamente o navio estrangeiro, quando faltar navio nacional.
Por fim, o vice-presidente executivo da Anut fez várias recomendações para o desenvolvimento da cabotagem, como a promoção da oferta do setor inserida em um serviço multimodal porta-a-porta, sob a cobertura do Conhecimento de Embarque Marítimo, em condições competitivas com o modal rodoviário; a revisão das normas de afretamento; a reavaliação dos benefícios auferidos pelo REB no setor; e a realização de um esforço de conscientização do poder público da importância da cabotagem no destravamento do processo de correção da matriz de transportes brasileira.
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| Tributação e custos trabalhistas oneram cabotagem brasileira |
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A excessiva carga tributária e os custos trabalhistas são os principais entraves ao desenvolvimento da cabotagem brasileira. Essa foi a conclusão unânime de participantes do 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira.
O painel, primeiro realizado no dia 13 de agosto, reuniu o diretor-geral da V.Ships Brasil, Eduardo da Cunha Bastos, que fez uma apresentação sobre o tema, a superintendente de Navegação Marítima e de Apoio da ANTAQ, Ana Maria Canellas, que moderou o debate, e os debatedores Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, e Miguel Ramon Requeijo Pascua, diretor da Empresa de Navegação Elcano S/A. |
Eduardo Bastos: custos do transporte de cabotagem no Brasil são 80% maiores do que nos outros países |
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De acordo o diretor da V.Ships Brasil, os custos do transporte de cabotagem no Brasil são 80% maiores do que os de outras bandeiras. O maior peso na conta dos armadores é o custo com a tripulação. Na comparação entre navios de contêiner de duas mil TEU, com três anos de idade, daqui e de fora, esse custo no Brasil mais do que dobra, totalizando 2,3 milhões de dólares contra 959 mil dólares no exterior.
Outros custos que encarecem a cabotagem brasileira são os chamados custos técnicos (material, reparos etc.). Enquanto os navios de bandeira brasileira têm de arcar com US$ 755 mil para cobri-los, os navios de bandeira estrangeira precisam dispender apenas US$ 631 mil. Para operar navios conteineiros de duas mil TEU e três anos de idade no exterior, os custos operacionais totalizam US$ 1,8 milhão. Na cabotagem brasileira, esses números somam US$ 3,3 milhões.
Com relação aos navios graneleiros de 50 mil TPB e cinco anos de idade, os números se assemelham na diferença que se paga aqui e lá fora. Segundo Eduardo Bastos, os custos com a tripulação nesse tipo de navio são de US$ 2,172 milhões no Brasil, contra US$ 939 mil no exterior. E enquanto os navios de bandeira brasileira somam US$ 636 mil, os de outras bandeiras totalizam US$ 517 mil. Já em relação aos custos operacionais totais, o armador no Brasil paga US$ 3 milhões, enquanto, no exterior, o armador desembolsa US$ 1,680 milhão.
Para reverter esse quadro, o diretor da V.Ships Brasil disse ser fundamental “investir na modernização contínua da indústria de transporte aquaviário, sob os aspectos dos meios flutuantes, estaleiros, educação marítima e da legislação, pois ela é a garantia para a manutenção da cabotagem brasileira cativa para os brasileiros”.
Armador penalizado
Segundo a superintendente de Navegação Marítima e de Apoio da ANTAQ, Ana Maria Canellas, a Agência atua sob dois pilares em relação à cabotagem brasileira: desenvolver uma frota própria de bandeira nacional e reduzir o número de afretamentos de navios do exterior.
De acordo com a superintendente da ANTAQ, a justificativa para a Agência não flexibilizar os afretamentos das embarcações estrangeiras por tempo é justamente o peso dos tributos sobre o setor. “Defendemos a construção de navios em estaleiros nacionais, com a geração de empregos no país e o desenvolvimento da bandeira brasileira na cabotagem. E para que isso efetivamente aconteça, é fundamental desonerar o setor”, afirmou.
E prosseguiu: “Não vamos ganhar nada abrindo os afretamentos e a navegação de cabotagem brasileira. Precisamos é aproveitar essa imensa costa que temos e avançar no desenvolvimento do setor”, defendeu.
Matriz distorcida
O secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, criticou a distorção da matriz de transportes brasileira e lembrou que, apesar de o transporte marítimo no Brasil ser mais caro do que o praticado no exterior, a cabotagem ainda é mais barata do que o modal rodoviário.
Perrupato disse que os investimentos públicos em transportes este ano somam 13 bilhões de reais. Segundo ele, a expectativa é dobrar a corrente de comércio do país nos próximos 15 anos, e nesse período, o governo federal investirá R$ 291 bilhões na expansão da infraestrutura nacional de transportes.
Desse montante, o secretário informou que serão investidos 15,8 bilhões de reais nas hidrovias e 39 bilhões nos portos. Com isso, o modal aquaviário passará a uma participação de 29% na matriz de transportes, contra os 13% atuais.
Perrupato destacou ainda os ganhos ambientais com o equilíbrio da matriz. “Se a matriz mudar como o previsto, em 2025, o modal hidroviário sairá dos atuais 850 milhões de TKU transportados para 1.510 bilhões de TKU. Além disso, teremos um aumento de eficiência energética na logística dos transportes de 38%, uma redução do consumo de combustível da ordem de 41% e redução de 31% na emissão de CO2”, afirmou.
Excesso de tributos
O diretor da Empresa de Navegação Elcano S/A., Miguel Pascua, também criticou o excesso de tributos sobre a cabotagem brasileira. Segundo ele, isso não acontece em nenhuma outra parte do mundo, seja em sistemas cativos, como no Brasil, seja em sistemas abertos. E não bastasse a longa lista de tributos incidentes no setor, a seu ver, os custos trabalhistas no país são excessivos e a burocracia é muito grande.
Pascua explicou que todas as bandeiras (países) de registro aberto têm o imposto único, e defendeu que, progressivamente, o Brasil migre para esse tipo de tributação, através do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, a ser cobrado dos armadores. O diretor da Elcano acredita numa desoneração de cerca de 18% para as empresas e um impacto de pequena monta para o governo com a mudança.
De acordo com Pascua, os custos trabalhistas no setor também são excessivos, penalizando gravemente as empresas. Para ele, falta decisão política. “O Estado é o responsável por mudar isso. Ao reduzir o aporte das empresas para o trabalhador marítimo à seguridade social, vai ajudar a desenvolver a cabotagem”, observou, “Isso”, prosseguiu, “se reflete também na satisfação do trabalhador marítimo, reduzindo a evasão da mão-de-obra do setor”.
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| Centros de instrução da Marinha precisam de acesso irrestrito aos recursos do FDEPM |
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Para modernizar o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga) e o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), ambos da Marinha, é necessário o acesso, sem restrições, aos recursos do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM). Com a verba, poderão ser feitas futuras ampliações do Ciaga (Rio de Janeiro) e Ciaba (Belém), além de atender às necessidades da comunidade marítima.
A opinião é do contra-almirante e superintendente do Ensino Profissional Marítimo da Diretoria de Portos e Costas, Luiz Antonio Monclaro de Malafaia, que palestrou sobre o tema “A Formação do Pessoal Marítimo no Brasil”, durante o 1o Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira, no dia 13 de agosto, em Brasília. |
Malafaia palestrou sobre o tema “A Formação do Pessoal Marítimo no Brasil" |
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De acordo com Malafaia, os centros de instrução irão receber, ao longo de cinco anos, um aporte de R$ 78 milhões, recurso proveniente da Petrobras, para a modernização e ampliação das instalações. “Esses recursos, no entanto, têm caráter emergencial”, admite o contra-almirante.
No dia 5 de março, o Ciaba e o Ciaga já receberam a primeira parcela do aporte. Para o primeiro, foram R$ 33,5 milhões; para o segundo, R$ 13,4 milhões. “Esses R$ 78 milhões são solução emergencial. A solução definitiva seria o acesso integral ao FDEPM, sempre que necessário, para o reaparelhamento e a modernização do Ciaga e Ciaba”, apontou.
Mesmo sendo uma solução emergencial, esse aporte aumentará a capacidade de alojamento para alunos da Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM). Em 2008, essa capacidade era de 750 alunos. Após a modernização, esse número saltará para 1.432, um aumento de 91%.
Em 2008, 368 alunos
Segundo o contra-almirante, em 2008, foram formados 368 alunos brasileiros. Em 2007, esse número foi de 279. Ou seja, um aumento de 32%. De 2000 até o ano passado, foram formados 2.283 alunos.
Durante a palestra, Malafaia apontou as razões pelas quais houve aumento da demanda de oficiais: renovação da frota mercante nacional (empresas de apoio marítimo, Transpetro); descoberta de novos campos de petróleo e gás e aumento das atividades ligadas à exploração petrolífera no mar; e ampliação do mercado de trabalho para brasileiros a bordo de navios e plataformas de outras bandeiras.
Para formar oficiais, a Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha do Brasil conta, além do Ciaba e Ciaga, com mais 59 unidades da Marinha do Brasil (capitanias dos portos e suas delegacias e agências) e órgãos de apoio, entre eles outros centros de instrução e bases navais, corpos de bombeiros estaduais e facilidades locais da Petrobras.
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| Estaleiros têm de competir entre si para aumentar eficiência e reduzir custo, diz Nelson Carlini |
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O engenheiro naval e diretor-geral da transportadora marítima CMA-CGM Nelson Luiz Carlini apresentou, no dia 13 de agosto, a palestra "Renovação e Ampliação da Frota própria no Brasil - Possibilidades e Limitações", durante o 1o Seminário sobre Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira.
Carlini defendeu com veemência que os estaleiros nacionais sejam estimulados a competir por clientes. Segundo o empresário, esta é a melhor forma de aumentar a eficiência do setor como um todo e reduzir os preços dos navios.
"Eu gostaria de entrar no mercado de cabotagem comprando navios, mas não tem jeito, só afretando", afirmou. O engenheiro disse ainda que os programas de financiamento para compra de novos navios não resolvem o problema. "O preço é alto demais. Mesmo com um juro de 1% e 100 anos para pagar, não dá. No Brasil, o armador tem de ficar 18 anos abraçado ao navio, enquanto nos EUA, o navio se paga em 10 anos".
Carlini fez um breve histórico da construção naval no Brasil. Depois de uma fase pujante posterior à Segunda Guerra Mundial, a indústria enfrentou problemas nos anos 1960, recuperou-se na década seguinte, para enfrentar novo período de turbulência nos anos 1980. Só voltaria a recuperar-se a partir da última década. "Hoje, temos capacidade, gente e tecnologia. O que falta é estimular a competição no mercado. Não dá para manter a mesma estrutura protecionista de 50 anos atrás. A indústria é outra. O Brasil é outro".
Caso não haja mudanças na estrutura do setor, Carlini propõe que os armadores sejam liberados para comprar navios fora do Brasil. "Não queremos acabar com a indústria naval brasileira, mas não podemos ficar reféns dela. Se não houver ajustes, precisamos de saídas alternativas para continuar operando".
O empresário propôs ainda que a indústria naval não se limite a vender para o mercado interno. "China, Coréia e outros países do sudeste asiático exportam navios, sem deixar de atender ao mercado interno. Nós também temos capacidade para isso", avaliou Carlini.
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| Pierdomenico diz que eficiência da cabotagem depende de visão multimodal e Garcia, da Libra, quer cobrança de resultados dos controladores dos portos |
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O subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento da Secretaria Especial de Portos, Fabrizio Pierdomenico e o consultor da Cia. Libra de Navegação, Pedro Henrique Garcia participaram, no dia 13 de agosto, de um debate moderado pelo diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, durante o 1o Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem.
Pierdomenico defende que a cabotagem tem de ter visão ampla, multimodal e que, por isso, os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o setor de infraestrutura tendem a beneficiar o setor. "Rodovias e ferrovias integradas ao porto reduzem o custo do frete na cabotagem, ao aumentar a eficiência da cadeia logística como um todo", disse.
O subsecretário lembrou ainda que o governo federal está investindo R$ 1,5 bilhão em 17 portos do país por meio do Programa Nacional de Dragagem, que retirará dos portos contemplados 80 milhões de metros cúbicos em resíduos que diminuem a profundidade do canal de acesso.
Pierdomenico destacou ainda que o governo pretende desburocratizar o transporte aquaviário por meio de programas como o Porto sem Papel, que deverá ter início pelo porto de Santos, o maior do país e o 45o do mundo. "São R$ 22 milhões para investimento na informatização dos processos". O subsecretário sublinhou ainda vantagens ambientais da cabotagem em comparação com o transporte de mercadorias por caminhões, fator lembrado por quase todos os palestrantes.
Iniciativa privada
O consultor da Cia. Libra de Navegação, Pedro Henrique Garcia propôs medidas modernizadoras para aumentar a competitividade da cabotagem. Segundo Garcia, a cabotagem só não ultrapassa a participação dos caminhões no transporte de mercadorias em trajetos longos, "porque o diesel é subsidiado e os pedágios são baratos".
Para Garcia, a livre iniciativa é essencial para aumentar a eficiência no setor. "Há alguns anos, dávamos graças a Deus quando não precisávamos esperar uma semana para desembarcar nossa mercadoria. Hoje, movimentamos 35 a 40 contêineres/hora e achamos pouco. Isso só foi possível graças à iniciativa privada. Se houver competição livre no setor, a iniciativa privada vai achar seu caminho normal e conseguirá prover o mercado de maneira eficiente", avaliou.
O consultor defendeu que a dragagem nos portos seja realizada ainda em 2009 ou, no máximo, no primeiro semestre de 2010. "Não podemos perder mais tempo. Os atrasos já são inaceitáveis. A baixa profundidade nos coloca à mercê das marés para entrar ou sair do porto e isso não pode continuar". Garcia disse ainda que se deve considerar como profundidade mínima de calado de um porto aquela que ocorre com a maré baixa, "justamente porque não se pode depender da maré para operar".
Ainda segundo Garcia, os portos devem operar 24 horas, para inclusive compensar eventuais atrasos na entrada ou saída do porto em virtude de maré desfavorável. "Os portos não podem parar às 17h ou 19h como se fossem repartições públicas. Isso é ineficiente e encarece a operação". Defendeu também uma parceria entre governo e iniciativa privada, a separação de áreas específicas para cargas não-alfandegadas e a instalação de centros de distribuição em áreas próximas aos portos.
"Mas o mais importante é que o governo defina metas para os controladores dos portos e cobre o cumprimento delas. Nós, na iniciativa privada, todo início de ano fazemos um plano de negócios e, se não o cumprirmos, somos dispensados pelos acionistas. O mesmo deve valer para os portos. Se não apresentou resultados, se não fez o porto dar lucro, que o controlador seja substituído. Essa é a lei da vida", concluiu Pedro Henrique Garcia.
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| Balau defende escalas regulares e terminais eficientes para desenvolver cabotagem |
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No dia 13 de agosto, durante o 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira, o diretor de Operações, Logística e Cabotagem da Aliança Navegação e Logística, José Antônio Balau, falou sobre a importância do porto brasileiro no desenvolvimento da cabotagem. Além de Balau, o painel contou com a participação do diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho (moderador) e dos debatedores Fabrízio Pierdomenico, subsecretário de Planejamento e Desenvolvimento da Secretaria Especial de Portos, e Pedro Henrique Garcia, consultor da Cia. Libra de Navegação.
Segundo Balau, o Brasil tem uma costa privilegiada, com mais de 15 portos ao longo de 7.400 km. Por isso, na cabotagem, os navios precisam oferecer escalas regulares, os terminais têm que ser |
Balau: o Brasil tem uma costa privilegiada, com mais de 15 portos ao longo de 7.400km |
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eficientes, com berço dedicado ao modal, recepção e armazenagem de carga, com integração com modais rodoviário e ferroviário, e os terminais interiores têm que ser próximos aos centros de consumo, de produção e de distribuição.
Para o diretor da Aliança, a transferência de carga do modal rodoviário para a cabotagem depende, primeiramente, do custo e, em segundo, da qualidade. “No modal rodoviário há uma estabilidade. Já na cabotagem, o porto tem que ser eficiente, ou seja, tem que haver a garantia da atracação, da produtividade, de área de pátio compatível com o volume de cargas e integração porto–indústria”, afirmou.
O diretor da Aliança defendeu que a portaria que regulamentará o Decreto-Lei nº 6.620, assim como o PGO (Plano Geral de Outorgas), venha estimular a iniciativa privada no investimento em aumento da capacidade do setor portuário de contêineres, seja ele nos portos organizados já existentes seja na criação de novos terminais ou portos organizados.
A proposta visa a atender de forma eficiente e com custos competitivos a demanda já existente, estimulando o crescimento da Cabotagem, assim como o aumento de opções de portos que funcionem como concentradores dos serviços marítimos que atendem as rotas internacionais.
Segundo Balau, com a privatização, houve uma evolução dos portos brasileiros. E o resultado disso, segundo ele, é que hoje o tempo de espera de atracação é de, no máximo, 12 horas. Balau também lembrou que a produtividade média e as exportações triplicaram de 1995 para 2008.
O diretor da Aliança lembrou, ainda, que a concessão do porto organizado será sempre precedida de licitação, realizada de acordo com a Lei nº 8.630 (Lei dos Portos), que regulamenta o regime de concessão e permissão de serviços públicos.
Para Balau, as principais preocupações nos portos brasileiros são a insuficiência de terminais de contêineres e de infra-estrutura de acesso e as profundidades limitadas nos canais de acesso, redundando numa demora na atracação e utilização parcial da capacidade dos navios.
De acordo com o diretor-geral da ANTAQ, Fernando Fialho, as interligações de modais são relevantes para reduzir o custo logístico. “Quanto mais se tem um modal adequado, maior a possibilidade de percurso reduzido. Quanto mais os portos tiverem um pátio equipado e com equipamentos mais adequados e modernos, menor será o custo”, afirmou Fialho.
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| Balanço do 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira |
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Durante dois dias de debates, o 1º Seminário sobre o Desenvolvimento da Cabotagem Brasileira. Reuniu, em Brasília, nos dias 12 e 13 de agosto, autoridades governamentais, representantes de empresas brasileiras de navegação e de entidades do setor, do trabalho marítimo e dos usuários de transporte de cargas, autoridades e operadores portuários.
O encontro foi promovido pela ANTAQ e pelo Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima – Syndarma, e contou com apoio da Associação Brasileira de Terminais de Contêineres de Uso Público – Abratec, da V.Ships Brasil S/A. e da Marinha.
O evento teve como temas “A marinha mercante brasileira – Desafios”; “O desenvolvimento do Transporte de contêineres”; “A navegação de cabotagem na visão dos transportadores”; “Custo operacional do navio brasileiro versus navio de bandeira estrangeira”; “A formação do pessoal marítimo no Brasil”; “A importância do porto brasileiro no desenvolvimento da cabotagem”; e “Renovação e ampliação da frota própria no Brasil – possibilidades e limitações”.
Antes de anunciar as conclusões do seminário, o diretor da ANTAQ, Murillo Barbosa, destacou a importância do encontro na busca de soluções para a cabotagem nacional e para a marinha mercante brasileira. “Estamos felizes, porque acreditamos que o evento agradou a maioria dos que estiveram aqui conosco nesse dia e meio de trabalho”, afirmou.
Barbosa presidiu a solenidade de encerramento do evento, que contou com a participação do presidente do Syndarma, Hugo Figueiredo, do diretor de Portos e Costas da Marinha do Brasil, Paulo José, e do diretor da ANTAQ, Tiago Lima.
Conclusões e recomendações
As principais conclusões do seminário são que o país precisa de uma cabotagem cativa; que o REB - Registro Especial Brasileiro (instrumento estabelecido na Lei nº 9.432/97 para criar condições ao aumento da competitividade do navio de bandeira brasileira) não vem produzindo o efeito desejado; o processo de recuperação da marinha mercante brasileira precisa ser acelerado; e os portos brasileiros têm de se tornar mais eficientes e competitivos.
Entre as recomendações do encontro, foram apontadas as seguintes: dar estabilidade ao marco regulatório; implementar os dispositivos do REB e tornar a marinha mercante mais competitiva; reduzir os encargos trabalhistas dos armadores; assegurar pontualidade ao Adicional de Frete da Marinha Mercante (AFREM); desenvolver um programa de ensino profissional marítimo; avaliar a instituição de um tributo único aos armadores, como na maior parte do mundo; criar um comitê tripartite (autoridade marítima, empresários e trabalhadores); desonerar a importação de navipeças; dotar estaleiros exclusivos para reparação naval; e agilizar a movimentação das cargas da cabotagem nos portos brasileiros.
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Setembro/Outubro 2009
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Operadores de Bases e Terminais de Distribuição de Petróleo – Macaé (RJ) – de 21 a 23 de setembro – Informações: Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) – Tel.: (21) 2112-9032 / 2112-9034 – cursos@ibp.org.br
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Gestão e Operações Portuárias – Rio de Janeiro (RJ) – de 1º a 27 de outubro - Informações: Cedemp/SindaRio – Tel: (21) 2233-5809/2253-6552 – cedemp@sindario.com.br
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Derrames de Óleo no Mar: Aspectos Preventivos e Corretivos – São Paulo (SP) – de 5 a 9 de outubro – Informações: CETESB – Tel.: (11) 3133-3629/3133-3632 – cursos@cetesbnet.sp.gov.br
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Conferência Nacional de Comércio e Contratos Marítimos – São Paulo (SP) - 22 e 23 de outubro - informações: www.viex-americas.com.br
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| Expediente |
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mensal da Assessoria de Comunicação Social da
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Diretor-Geral da ANTAQ: Fernando Antonio Brito Fialho - Diretores: Murillo de Moraes Rego Corrêa Barbosa e Tiago Pereira Lima - Chefe da Assessoria de Comunicação Social:
Cláudia Resende; Redação - Jorge Lúcio
Pinto, Rodrigo Duhau e Rodrigo Vasconcelos; Revisora: Maria
Inez Albuquerque; Webmaster: Alan Ribeiro. Endereço
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Quadra 514, Edifício Antaq, Conjunto E, Asa Norte –
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